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Sidrolandia

Parceria público-privada tira do isolamento propriedades da região do Cerro Corá

No último sábado (17) o vereador Waldemar Acosta (PDT) percorreu a estrada, conversou com produtores e constatou que esta é uma estrada estratégica para escoar a produção.

Flávio Paes/Região News

18 de Outubro de 2015 - 21:53

Uma parceria entre a Prefeitura e produtores rurais, um formato informal das PPP (Parcerias Público Privadas) está garantindo o fim do isolamento de propriedades na região do Cerro Corá, dedicadas à pecuária de corte. Os fazendeiros entram com a locação de parte dos equipamentos, a Prefeitura com pessoal e alguns caminhões para melhorar as condições de tráfego e de segurança numa estrada de 12 quilômetros que começa como extensão da Avenida das Flores (próximo do Parque de Exposição).

A vicinal tem uma topografia acidentada e como se aproxima da serra, há trechos ladeados por princípios. “É praticamente impossível o trânsito de veículos, como os que transportam gado, especialmente quando chove”, revela Alaor Pereira de Almeida, de 62 anos, dono de uma propriedade de 177 hectares onde desemboca a estrada, a Fazenda Recanto.

No último sábado (17) o vereador Waldemar Acosta (PDT) percorreu a estrada, conversou com produtores e constatou que esta é uma estrada estratégica porque vai facilitar o escoamento do boi gordo destinado ao abate, especialmente quando estiver em funcionamento o Frigorífico Balbinos, em fase de instalação nos fundos do Jardim Paraíso. 

A vicinal termina justamente em frente da Fazenda Recanto, que tem um rebanho de 250 cabeças de gado. Alaor explica que hoje vende o gado para atender os frigoríficos de Campo Grande. A estrada será alargada e nas laterais mais próximos da serra, serão colocadas pedras, uma espécie de guard rail improvisado.

Os caminhões boiadeiros percorrem 18 quilômetros por outro acesso a sua propriedade que chegam a BR-060, na altura do Bolicho Seco, daí chegam até a Capital. “Se estes caminhões tivessem de levar o gado para o frigorifico Balbinos, por exemplo, teriam de percorrer 43 quilômetros (18 km até o Bolicho e mais 25 km até a cidade) ”, conta o produtor, isto porque a estrada que dá acesso a Sidrolândia via Cerro Corá, atualmente não oferece condições de trafegabilidade.

“Quando estiver concluído o serviço de recuperação desta estrada, ao invés dos 43 quilômetros até chegar à cidade (via Bolicho Seco), este trajeto será encurtado em 31 km com a passagem pela serra que dá acesso à Avenida das Flores”, conclui.