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Sidrolandia

Poeira, buracos, trânsito interditado, alguns dos transtornos com obras da Sanesul

As intervenções da Sanesul na área urbana de Sidrolândia para implantação da rede de esgoto deve se prolongar até janeiro de 2015

Flávio Paes/Região News

06 de Fevereiro de 2014 - 07:39

Foto: Marcos Tomé/Região News

Desde dezembro com o avanço das obras de implantação do sistema de esgoto da Sanesul a rotina da população de Sidrolândia está sendo quebrada por repentinas interdição do trânsito, interrupções pontuais no fornecimento de água quando as retroescavadeiras da empreiteira responsável pelo serviço acidentalmente quebram o encanamento de uma rede que o mapeamento da estatal não identificou previamente.

Na sexta-feira isto aconteceu na esquina da Avenida Antero Lemes com a rua Nioaque, onde a água espalhou pela pista. Neste mesmo dia, o principal acesso ao Bairro São Bento, a João Marcio Ferreira Terra, ficou interditada para a passagem da rede, sem que houvesse uma comunicação prévia da interdição.

Em alguns locais, como na Rua Napoleão Ferreira, no Bairro São Bento, no trecho próximo a Escola Catarina de Abreu, um ingrediente adicional está infernizando a vida de que mora nesta estreita e movimentada: o asfalto (ou o que restava dele) não foi refeito na faixa quebrada para abertura da valeta e com isto, as donas de casa e os comerciante estão literalmente comendo poeira em abundância e quando chove, naturalmente o barro toma conta.

A comerciante Tainara Lopes Aparecida, que mantém uma lojinha de roupa e mora nos fundos, tem duplo prejuízo, como dona de casa e pequena empresária. Sua casa não para limpa, o filho de quatro anos depois de passar por problemas respiratórios, fica o dia inteiro na casa da sogra. Boa parte das roupas que deixa em exposição sujou com a poeira que a passagem de caminhões e caminhonetes levanta.

“É um absurdo até a quadra de baixo a empreiteira abria valeta, colocava a tubulação e logo em seguida arrumavam o asfalto. Nesta quadra está demorando muito e com o início das aulas no Catarina, o problema aumentou porque cresceu o movimento de carros e motos”, desabafa.

A vizinha da comerciante, Lucineide Perdomo, reforça as críticas. “Quando sai da cidade em viagem estava aquela buraqueira toda para colocação da rede. Fiquei duas semanas fora e a rua está caos que vocês estão vendo”.

As intervenções da Sanesul na área urbana de Sidrolândia para implantação da rede de esgoto deve se prolongar até janeiro de 2015, caso o cronograma de obras seja cumprido. Na Avenida Dorvalino dos Santos já começou a implantação da rede coletora no trecho entre a Nioaque e a João Márcio Ferreira Terra. Onde houver fossas nas calçadas, terá de abrir ou quebrar o asfalto para colocar a rede rente ao meio fio.

São 21.884 metros de rede coletora, 650 ligações domiciliares, seis mil metros de coletor tronco, desde a Estação de Tratamento de Esgoto em construção nos fundos do Sidrolar, que terá capacidade para tratar 30 litros por segundo.   Poderão se conectar a rede imóveis localizados no perímetro que compreende o quadrilátero formado pelas ruas; Nioaque, Dorvalino dos Santos, Distrito Federal e Alagoas, altura do Hospital Elmiria Silvério Barbosa.