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Sidrolandia

Prefeito defende vice condenado por desviar uma tonelada de leite em pó

Os R$ 12,6 mil foram repassados em duas parcelas. A segunda ocorreu na gestão de Eronias, quando ocorreu o desvio.

Campo Grande News

14 de Fevereiro de 2014 - 14:11

O prefeito de Rio Negro, Gilson Antonio Romano (PMDB), defende que seu vice, Eronias Cândido Rezende, é “uma pessoa honesta”. Ele foi condenado pela Justiça por desviar uma tonelada de leite em pó, quando foi chefe do Executivo em 1997. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), a sentença transitou em julgado e Eronias deve ser cassado pela Câmara Municipal.

“Além de ter distribuído o leite, o ex-prefeito devolveu o dinheiro e está respondendo criminalmente porque o MP (Ministério Público) acreditou que o crime estava materializado. É uma pena isso acontecer com um bom amigo e político”, comenta Gilson Antonio, que vê a possibilidade de Eronias estar pagando “pelo erros dos outros” que não recolheram recibos da entrega do leite.

Campo Grande News tentou contato com o vice-prefeito, mas este não retornou as ligações.

Condenado - A condenação de Eronias foi decidida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Segundo o MPF, os vereadores só devem cumprir a determinação da Justiça. Além da perda do cargo, ele fica sem os direitos políticos por cinco anos, não poderá contratar com o serviço público por cinco anos e fica obrigado a devolver R$ 10,5 mil aos cofres públicos, o que ele já realizou.

Segundo denúncia, em 1996, o então prefeito, Nélio Diniz, firmou convênio com o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição para o repasse de leite para crianças desnutridas e gestantes em risco nutricional.

Os R$ 12,6 mil foram repassados em duas parcelas. A segunda ocorreu na gestão de Eronias, quando ocorreu o desvio. O MPF constatou que os 128 beneficiários do programa só receberam 471 quilos de leite em pó e 123 litros de óleo. Houve o desvio de 1,1 mil quilos de leite e 102 latas de óleo.

O desvio foi constatado por auditoria do ministério. O Tribunal de Contas da União condenou Eronias a pagar R$ 4,4 mil e mais multa de R$ 3 mil pelo desvio.