Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Segunda, 29 de Novembro de 2021

Sidrolandia

Presidente do Sindicato reclama que escritório do INCRA em Sidrolândia não tem autonomia

O escritório está em funcionamento desde março e gera um custo mensal de R$ 9 mil para o município, que paga o aluguel do prédio, despesas de água e luz, além de ceder três funcionários.

Flávio Paes/Região News

18 de Setembro de 2013 - 10:49

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Rosa Marques, vai cobrar da Superintendência Regional e da própria direção nacional que conceda autonomia e estrutura para o escritório do INCRA em Sidrolândia ter condições de efetivamente prestar um serviço de apoio aos 5 mil agricultores familiares da cidade.

O escritório está em funcionamento desde março e gera um custo mensal de R$ 9 mil para o município, que paga o aluguel do prédio, despesas de água e luz, além de ceder três funcionários.

A presidente do Sindicato acredita que na situação o escritório, que é uma iniciativa louvável para facilitar a vida do assentado, fica sem função. “Os funcionários têm demonstrado boa vontade, interesse, mas esbarram na falta de autonomia. Não podem resolver praticamente os problemas e transferem a solução para Campo Grande,” desabafa a sindicalista.

Como exemplo de que sem estrutura o resultado vai demorar aparecer é o processo de emissão das escrituras dos lotes, iniciativa necessária para tirar os assentamentos da tutela do INCRA. Havia previsão de que ainda neste ano os 295 lotes seriam escriturados. O trabalho de campo foi concluído, mas faltam funcionários para fazer o levantamento individualizado da situação de cada lote, que tipo de exploração econômica está sendo feita nas parcelas.

Estas dificuldades do escritório será um dos temas que uma comitiva de lideranças dos movimentos sociais levará à direção nacional do Incra em outubro, quando está programada uma visita a Brasília. “Vamos cobrar também a retomada dos investimentos em reforma agrária com novos assentamentos, recursos para entregar das casas que estão inacabadas”, informa Rosa Marques.