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Sidrolandia

Produção leiteira cai pela metade na região da Grande Dourados

De acordo com Antônio Nogueira, proprietário de um laticínio em Dourados, todos os anos a produção tende a cair nesse período, mas esse ano foi muito superior.

O PROGRESSO

14 de Setembro de 2013 - 11:28

A produção leiteira da Grande Dourados caiu pela metade após as fortes geadas e a intensa estiagem que atingiram a região nos últimos meses. Sem chuva, as pastagens secaram e comprometeram a produção. Somente em um laticínio em Dourados, o volume de leite recebido diariamente caiu pela metade.

Não é somente o campo que sente as consequências dos efeitos do clima. Nos mercados e padarias, as altas dos preços do litro de leite e dos derivados já são notados.

De acordo com Antônio Nogueira, proprietário de um laticínio em Dourados, todos os anos a produção tende a cair nesse período, mas esse ano foi muito superior.

“Já aguardávamos uma queda na produção para a maioria dos produtores, mas não com essa intensidade. Está muito abaixo do normal para o período”, explicou. Com a demanda baixa e a procura em alta, o preço do leite sobe e os derivados acompanham. Com isso, há um repasse ao consumidor.

“Isso faz parte do mercado. Quando muitos procuram por um produto que está em falta a tendência é que suba”, enfatizou Nogueira.

Nas propriedades rurais quem se preparou ainda conseguiu amenizar a situação. Na chácara de Manoel da Silva, no distrito de Vila Formosa, a produção leiteira caiu mais de 30%. Segundo Manoel, isto só aconteceu porque ele está utilizando outros métodos para suprir a necessidade de pasto.

“Estou dando silagem e ração industrial para as vacas a fim de poder aumentar a produção. Mas esses investimentos geram custos e acaba ficando elas por elas. Pelo menos isso ajuda a tratar os animais”, ressaltou o produtor.

De acordo com ele, em propriedades vizinhas onde os donos não se preparam, a produção caiu ainda mais. “Em algumas chácaras a produção caiu cerca de 60%, por conta de não oferecer outras alternativas que substituam o pasto”, explicou Manoel.

Um ponto que tem ajudado amenizar a situação é o preço pago pelo litro. No último mês, o valor subiu R$ 0,15. “Como está tendo pouco leite na praça, eles aumentam o preço por conta da procura. No mês de agosto, o laticínio estava pagando R$ 0,75 pelo litro e esse mês o valor passou para R$ 0,95. Isso já ajuda a amenizar a baixa produção no campo”, ressaltou o pecuarista.

Para Manoel, até que as chuvas voltem a ser frequentes na região, a produção ainda continuará baixa. “Esperamos que em novembro tudo se normalize”, conclui.