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Sidrolandia

Professores do IFMS entram em greve por melhores condições na carreira

As reivindicações tiveram início em Campo Grande, no dia 27 de junho, e se estenderam para as cidades de Nova Andradina, Ponta Porã e Corumbá

Midiamax

13 de Julho de 2012 - 13:26

Servidores do IFMS – Instituto Federal de Mato Grosso, se reuniram na manhã desta sexta-feira, na sede da instituição na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande para cobrar melhores condições de trabalho. As manifestações vêm correndo desde a última semana em vários locais da cidade e tem como base as reivindicações nacionais da categoria como o aumento no salário inicial e a reestruturação do plano de carreira.

Em nível regional, o vice-presidente do Sinasefe/MS (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica) José Roberto Carvalho, explicou à reportagem do Midiamax que as reivindicações da categoria não se restringirão apenas às solicitações em nível nacional.

Conforme José Carvalho, a democratização das Instituições Federais de Ensino, jornada de 30 horas, a reposição salarial de 22,08%, reestruturação dos prédios para condições adequadas de atendimento ao público e aos alunos e a instituição de um conselho superior são pontos cruciais de solicitação dos servidores.

Alunos aderem à mobilização

As reivindicações tiveram início em Campo Grande, no dia 27 de junho, e se estenderam para as cidades de Nova Andradina, Ponta Porã e Corumbá. Os municípios de Coxim e Aquidauana ainda tentam negociar algumas condições, mas de acordo com o Sinasefe/MS, também devem paralisar suas atividades em breve.

A mobilização do corpo docente do Instituto Federal também conta com o apoio de alunos do próprio instituto e da UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Guilherme Henrique Carvalho, aluno do 1º semestre do curso de mecânica, apoia iniciativa e vê como de extrema importância a manifestação dos professores: “Ainda não existe laboratório técnico para estudos. O curso tem três anos de duração e os alunos do segundo ano ainda não tiveram nenhuma aula prática”, lamenta.

Para Ana Caroline somente a paralisação pode acelerar as mudanças solicitadas. “É importante reivindicar investimentos, pois precisa haver uma melhora na qualidade do ensino”, afirma.

Acordo

Na próxima sexta-feira, 20, uma nova reunião está agendada com o reitor Marcus Aurélius Stier Serpe. Até o momento ficou acordado que não haverá corte do ponto dos servidores, pois a paralisação é considerada legal.

Segundo o comando da paralisação, pelo menos por enquanto, não haverá qualquer tipo de prejuízo com relação às aulas.

Conforme José Roberto Carvalho, a mobilização foi previamente discutida de forma a não prejudicar os alunos, por isso coincide com o período de recesso acadêmico. “Só prejudicará caso não haja acordo na reunião da próxima sexta-feira. Caso isso aconteça, a greve continuará no 2º semestre”, explica.