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Sidrolandia

Qualidade da educação marca debate entre Alckmin e Mercadante

Discussão sobre educação marcou debate entre candidatos ao governo paulista

eBand

25 de Agosto de 2010 - 07:25

Os candidatos ao governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT) discutiram sobre a qualidade do ensino público no Estado no debate promovido nessa terça-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela TV Gazeta. O embate contou também com a presença de Celso Russomanno (PP), Paulo Skaf (PSB), Fábio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (PSOL).

Sorteado para fazer uma pergunta a Alckmin, Mercadante quis saber se o ex-governador matricularia seus filhos em escolas públicas paulistas. Na resposta, o tucano afirmou que um dos seus filhos estudou em uma Fatec. Na réplica, o petista declarou que seus filhos não estudaram na rede pública, pois considera ruim a qualidade do serviço. Em seguida, Alckmin disse que São Paulo investe 30% em educação. “Nós temos a maior rede de ensino técnico do país.”

Em questão para Fábio Feldman, Mercadante criticou a progressão automática de alunos em escolas públicas, o que, segundo ele, impede a reprovação de “crianças que não sabem ler nem escrever”. O candidato do Partido Verde afirmou que o sistema citado pelo concorrente foi “criado pelo PT em São Paulo” e defendeu “uma educação é de qualidade para o século 21”.

Com um formato que impedia os participantes de escolher para qual oponente fariam as perguntas, o evento, mediado pela jornalista Maria Lydia Flandoli, teve poucos momentos de confronto. As questões feitas por jornalistas também foram realizadas por meio de sorteio, com temas pré-definidos.

No primeiro bloco, os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto trocaram provocações. O petista citou CPIs arquivadas na Assembleia Legislativa, e o tucano afirmou que, se eleito, não permitirá “aloprados” em seu governo, em referência à campanha de Mercadante ao governo paulista em 2006, quando um assessor foi acusado de produzir um dossiê contra José Serra.

O candidato do PP, Celso Russomanno, também fez críticas ao governo estadual, comandado pelo PSDB, afirmando que os médicos que trabalham no setor público recebem baixos salários. Como proposta para o setor, disse que pretende implantar um piso de R$ 12 mil para esses profissionais.

Paulo Skaf optou por questionar ao ex-governador sobre segurança pública. Como resposta, Alckmin disse que o índice atual de homicídios no Estado é inferior à média nacional.