Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sexta, 23 de Outubro de 2020

Sidrolandia

Repasse de R$ 2 milhões do Projeto FIC expande a cultura, e garante novas oportunidades

Com 52 projetos culturais aprovados e R$ 2 milhões a serem investidos, o Governo do Estado autorizou ontem (21) o repasse de recursos do FIC

Notícias MS

22 de Agosto de 2014 - 07:25

Com 52 projetos culturais aprovados e R$ 2 milhões à serem investidos, o Governo do Estado autorizou ontem (21) o repasse de recursos do Fundo de Investimentos Culturais (FIC). O montante será aplicado diretamente nas áreas da literatura, artesanato, artes cênicas, música, folclore, formação cultural, audiovisual e artes de todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

“Essa é a única maneira que eu tive de deixar a minha marca, pois projetos dessa magnitude são difíceis de conseguir realizar através de prefeituras, empresários. Então só um projeto como esse do Governo para proporcionar a realização de trabalhos dessa envergadura. Se não fosse esse projeto passaríamos em branco pela vida e não deixaríamos nossa marca como artistas”, ponderou o artesão Anor Mendes Filho, do município de Jaraguari, que já realizou diversos trabalhos através do Fundo.

Para Luciana Fisher o projeto vai além de deixar uma marca na história cultural do Estado, significa uma primeira oportunidade. Luciana conseguiu através do projeto R$ 33 mil para realizar a gravação de um CD só com músicas de artistas regionais. “Meu projeto será uma homenagem aos nossos compositores locais como Guilherme Rondon, Paulo Simões, Celito Espíndola, entre outros. Estes compositores representam em suas canções as coisas da nossa terra, nossa paisagem, nossas cidades e o sentimento do homem que vive em contato com a natureza do nosso Estado”, disse.

A identidade cultural e o orgulho de ser sul-mato-grossense também é outro benefício apontado pelos contemplados. De acordo com o produtor cultural do município de Coxim Ariel Albrecht, responsável pelo “Lá Vai a Chalana”, o projeto proporciona o resgate dos valores essenciais da cultura e faz com que as pessoas tenham orgulho de ser quem são e passem a mostrar a cultura do estado para outros povos.

 “O projeto Lá Vai uma Chalana é uma expedição cultural festiva, na qual pelo caminho das águas a trupe pantaneira composta por pantaneiros, atores, bailarinos, poetas, músicos e artistas de modo geral levam a cultura para os ribeirinhos e resgatam os talentos adormecidos em meios a essas águas isoladas do Pantanal da região de Coxim. Comunidades ribeirinhas de pescadores, de pequenos produtores rurais de subsistência, produtores artesanais são pessoas que ainda vivem muito próximas dos movimentos históricos que originaram a expansão do oeste brasileiro e esse projeto é mais uma forma de geração de emprego e renda para as comunidades necessitadas”, pontuou.

Ainda segundo Albrecht, o projeto que está dentro do Rota das Monções que é um programa de desenvolvimento pautado na vocação da cultura local, através da temática da Rota das Monções, movimento de expansão territorial brasileiro que culminou com a ocupação do estado, especialmente a rota norte.

Além de expandir a cultura de MS, há projetos contemplados pelo FIC que promovem a capacitação dos artistas locais. Um deles é o “Artes Visuais em MS – Processos Compartilhados”. De acordo com a responsável pelo projeto, Ana Ruas, a capacitação é destinada para artistas da Capital e do interior, que durante três dias participam de workshops e palestras com profissionais locais e de outros estados.

“O Artes Visuais também contempla 10 oficinas para crianças e adolescentes seguindo a questão de educar o olhar, onde evitamos o desenho estereotipado e ensinamos as crianças a fazerem uma leitura do mundo de uma maneira diferente. Também contempla intervenções onde obras do acervo do museu serão divulgadas fora. O projeto tem uma grande importância, pois é um trabalho de formação de um grande público, ou seja, para todos os artistas que estiverem  em formação e interessados em informação e capacitação. Ele é bem amplo e trabalhoso, mas vai beneficiar todos nós”, concluiu.