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Sidrolandia

Rio Pardo retoma atividades, inicia fase de teste e deve contratar mais 45 funcionários

Com o inicio da colheita, está planejado para fevereiro o início da produção, com o processamento de 300 toneladas diárias de soja

Flávio Paes/Região News

24 de Janeiro de 2017 - 11:00

A Rio Pardo Bionergia, primeira esmagadora de soja de Sidrolândia, após quase 30 dias de férias coletivas, retomou suas atividades há oito dias. Desde o dia 16 a indústria está em fase de testes dos equipamentos, trabalho que vai até sexta-feira.

Com o inicio da colheita, está planejado para fevereiro o início da produção, com o processamento de 300 toneladas diárias de soja, o que corresponde a 25% da capacidade total de esmagamento (1.200 toneladas/dia). Inicialmente a fábrica atuará num turno de 12 horas, mas quando estiver na sua plena capacidade, terá três turnos de 8 horas com produção de farelo de soja e óleo sem-refinado.

A indústria, que em abril do ano passado demitiu 25 dos seus 35 funcionários, hoje conta no seu quadro com 30 trabalhadores e nos próximos 90 dias deve contratar mais 45. A retomada das atividades vem em boa hora, principalmente depois do fechamento da fábrica da Via Blumenau, que chegou a gerar 150 empregos na cidade e encerrou suas atividades, deixando um passivo trabalhista de salários em atraso e verbas rescisórias não pagas.

Conforme o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, o segmento industrial sidrolandense mais demitiu que contratou: 908 dispensas, ante 902, contratações. Dos demitidos, só 548 conseguiram outra oportunidade de trabalho no setor. Em dezembro, foram fechadas 43 vagas (83 demissões e 40 contratações).

A Rio Pardo foi inaugurada em dezembro de 2012, com investimento de R$ 40 milhões. A unidade só começou a operar 22 meses da sua inauguração, em novembro de 2014, mas funcionou pouco tempo, até setembro de 2015, com apenas 25% da sua capacidade de esmagamento (300 toneladas diárias, quando o planejado era atingir 1.200).

Só depois de sete meses da paralisação das atividades, mantendo apenas a manutenção, a empresa promoveu a demissão do seu pessoal operacional. Só o setor administrativo ficou funcionando com 25 trabalhadores até as férias coletivas de dezembro.

Esmagamento

O projeto da Rio Pardo Bionergia supri uma carência da cidade que embora com a terceira maior produção de soja do Estado, não tinha uma unidade de esmagamento e processamento para gerar emprego e agregar valor a oleaginosa aqui produzida.

O projeto do empresário Osvaldo Neves de Aguiar, na época dono da empresa, era ambiciosa, previa o uso de uma tecnologia inovadora para produção de biodiesel que serviria como combustível de aviação. Entre a inauguração, em dezembro de 2012 e a entrada em operação da fábrica, em outubro de 2014, transcorreram 22 meses.

Parte da demora para o início das operações foram decorrentes dos entraves burocráticos de um financiamento de R$ 24 milhões de uma linha de crédito do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste). O crédito com juros menores e prazo de 8 anos para pagamento demorou para sair e foi reduzido a R$ 7 milhões, obrigando o desembolso de mais recursos próprios dos investidores no empreendimento.     

A unidade começou funcionando com 25% da sua capacidade de esmagamento (300 toneladas diárias) e a partir de fevereiro de 2015, a pretensão era atingir 600 toneladas, com expectativa de atingir as 1.200 toneladas em 2016. Dos R$ 40 milhões investidos, só 17,5% foram viabilizados com o financiamento de R$ 7 milhões do FCO.