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Sidrolandia

Sem acesso ao Pronaf, mas com parceria, assentado investe no plantio de 50 mil pés de mamão

O assentado decidiu investir na fruticultura depois de uma primeira experiência bem-sucedida com melancia.

Flávio Paes/Região News

03 de Novembro de 2014 - 15:41

Enquanto centenas de agricultores familiares de Sidrolândia estão há pelo menos seis anos na expectativa de ter acesso ao financiamento do Pronaf para iniciarem alguma atividade produtiva em seus lotes, o assentado Luiz Cícero da Silva, do Eldorado Parte, rompeu com o imobilismo, conseguiu fechar parceria com um funcionário da Ceasa (Central de Abastecimento) que garantiu parte do investimento.

Ele está muito próximo se tornar o maior produtor de mamão do município, com foco no mercado consumidor de Campo Grande. Contando com a facilidade de ter um curso d´água atravessando sua propriedade, ele já tem plantados 50 mil pés da fruta na variedade formosa espalhados por três hectares irrigados e está nos seus planos dobrar este pomar tão logo conclua  a segunda colheita nos 5.500 pés de melancia que tem plantados.

O assentado decidiu investir na fruticultura depois de uma primeira experiência bem-sucedida com melancia. Investiu R$ 15 mil no cultivo de 3 hectares, que lhe renderam um faturamento bruto de R$ 40 mil. Resolveu então aplicar tudo que ganhou na lavoura de mamão. “Conseguimos colher 18 mil quilos e vendemos tudo”, informa. Acabou optando pelo mamão que além da lucratividade (R$ 35,00 a caixa com 12 frutas) tem como outro diferencial, o fato de ser produtiva por quase três anos. Sua expectativa é colher diária 150 caixas de mamão.

Além da expansão da cultura, o assentado planeja também construir um galpão onde possa fazer a classificação e embalagem das frutas que tem como destino a Ceasa em Campo Grande. Ele apresentou o projeto no Banco do Brasil e desde maio aguarda a liberação dos recursos do Pronaf para garantir este investimento. “Eles insistem para a gente aplicar o dinheiro do financiamento na compra de vaca leiteira que eles tentam empurrar para gente por R$ 1.800,00, quando o preço de mercado e de R$ 1 mil”, denuncia.