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Sidrolandia

Servidores esperam por nova proposta da Prefeitura para decidir se aceitam ou vão à greve

Ontem, véspera do prazo para a resposta do Executivo, circularam informações de que a Prefeitura vai conceder reajuste de 7% parcelado a partir de outubro

Flavio Paes /Região News

20 de Setembro de 2013 - 07:39

Os servidores públicos municipais de Sidrolândia iniciam a sexta-feira na expectativa da resposta do prefeito Ari Basso à contraproposta que o Sindicato da categoria encaminhou na última terça-feira de um reajuste de 12% dividido entre três parcelas de 4% (em outubro, novembro e dezembro). 

O funcionalismo não aceita a oferta inicial do Executivo de 5% de aumento só em janeiro de 2014 e deliberou por greve a partir da próxima semana, com a deflagração do processo na segunda-feira. Os rumos do movimento serão definidos em nova assembleia marcada para às 19 horas .

Ontem, véspera do prazo dado pelo Sindicato para o Executivo responder a contraproposta dos funcionários, prevaleceu o clima de mistério na Prefeitura sobre o que será oferecido aos funcionários: a manutenção do reajuste zero em 2013, com concessão de 5% só a partir de janeiro ou a antecipação deste aumento para outubro.

Embora o prefeito não estivesse na cidade, não faltaram especulações sobre o teor da resposta aos funcionários, com diferentes percentuais e formas de reajuste.  Numa das versões o Executivo estaria disposto a conceder 7% de reajuste, sendo 4% em outubro e 3% no mês de janeiro.

No final da tarde, interlocutores do prefeito levaram a comissão de servidores a proposta do mesmo percentual, com aplicação diferente: 4% em outubro e duas parcelas 1,5%, completando os 7% em dezembro. Ressalvando-se que em janeiro, por força da legislação nacional o salário mínimo terá um aumento de 6,62%, de R$ 668,00 para R$ 722,90. Boa parte dos funcionários administrativos ficará na faixa do mínimo.

Segundo um dos servidores que integra a comissão de negociação, depois de abrir mão do direito de exigir o reajuste retroativo a maio (data-base da categoria) e de parcelar em três vezes os 12%, o máximo que os funcionários estão dispostos a ceder é concordar com o aumento de 7% já a partir de outubro. 

O presidente do Sindicato dos Funcionários, Idemar Aquino, preferiu manter uma posição de cautelosa e a disposição de encaminhar a deliberação de greve da categoria, caso a Prefeitura insista em manter a proposta de reajuste zero em 2014. “Esta conversa de crise, dificuldade de aumento neste ano, nós já sabemos e não vamos aceitar. O prefeito tem espaço para reduzir os gastos. Demita mais contratados, reduza o número de secretarias, corte pela metade o salário dos secretários”, afirma.

Na hipótese de não haver acordo, a greve não começa já na segunda-feira.  A paralisação só poderá começar dois dias depois de comunicada sua deflagração e o Sindicato terá de garantir uma escala de 30% dos funcionários para assegurar a continuidade de serviços essenciais, como na saúde, por exemplo.