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Sidrolandia

Sesau retém verba e atrasa em 7 meses ampliação de leitos pelo SUS

No total, a instituição recebe R$ 1 milhão de recursos públicos dos governos Federal, Estadual e Municipal.

Campo Grande News

26 de Julho de 2013 - 15:00

O repasse de incentivo de R$ 503.500,65, do Ministério da Saúde, disponibilizado à Maternidade Cândido Mariano, servirá para a construção de 21 novos leitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). As obras devem ter início no dia 5 de agosto desse ano e serão concluídas em seis meses.

No entanto, pacientes da saúde pública já poderiam estar utilizando as novas vagas se o dinheiro não tivesse ficado retido na Prefeitura de Campo Grande desde janeiro deste ano.

A verba disponibilizada pelo Governo Federal foi divida em 12 vezes de R$ 41.958,38. De janeiro até agora, a maternidade deveria ter recebido R$ 251.750,33. Mas o dinheiro ficou retido na prefeitura e só foi liberado nesta semana. “Vai vir a verba dos seis meses atrasados. O dinheiro será utilizado para a ampliação dos 21 leitos”, garantiu o administrador da maternidade, Renato Cubel.

Atualmente, o hospital conta com 134 leitos. Desses, 80 são reservados para atendimento do SUS e estão divididos entre enfermarias, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e Unidade Intermediária, onde ficam os recém-nascidos que precisam de atenção especial.

A obra de ampliação dos leitos está orçada em R$ 500 mil. Com a conclusão do espaço, o atendimento mensal da maternidade deve aumentar. Por mês, cerca de 400 mulheres dão a luz na instituição. Segundo Renato, o SUS repassa um valor aproximado de R$ 380 pelo parto normal e R$ 450 pelo cesário.

No total, a instituição recebe R$ 1 milhão de recursos públicos dos governos Federal, Estadual e Municipal.

Redução de Leitos – Por causa da Lei Federal 11.108, de 7 de abril de 2005, a maternidade foi obrigada a reduzir o número de leitos. De acordo com o artigo 19, “os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de um acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato”.

Com essa determinação, o número de leitos na instituição caiu de 180 para 134, o que não significa redução no acolhimento das pacientes, conforme explicou o administrador da maternidade.

Para que cada paciente tenha a oportunidade de ter um acompanhante durante os procedimentos na maternidade, o número de camas na enfermarias reduziu de oito para cinco.

“A maternidade é uma referência. Aqui o ambiente é mais preparado para um bebê”, disse Ivonete Alves dos Santos, de 41 anos, que acompanhava a irmã que tinha dado a luz a um menino.