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Sidrolandia

Sidrolândia, ensino fundamental registra até 31,3% de repetência e evasão

O ensino fundamental em Sidrolândia registra indicadores educacionais melhores do que a média estadual e igual a nacional

Flávio Paes/Região News

12 de Julho de 2011 - 14:41

Os números do censo escolar/2010 mostram que a exemplo do ensino médio, no ensino fundamental, três em cada 10 alunos matriculados nas escolas públicas em Sidrolândia abandonam os estudos antes de terminar o ano letivo ou não conseguem avançar para a série seguinte.

O reflexo desta situação aparece de forma mais flagrante em algumas escolas, como a estadual Catarina de Abreu, onde 49% dos alunos e na municipal Olinda Brito de Souza, em que mais de 36% dos estudantes tem escolaridade defasada em relação à faixa etária em que se encontram.

O ensino fundamental em Sidrolândia registra indicadores educacionais melhores do que a média estadual e igual a nacional. Enquanto nas escolas públicas da cidade o índice de reprovação e evasão chega a 15%, a média estadual é de 19,8%, e no País, 14,7%. No ensino médio, evasão e repetência chegam a 30,4% (17,8% dos alunos reprovaram e 12,6% abandonaram os estudos)

A Escola Estadual Catarina de Abreu com 23,9% de reprovação e 7,4% de evasão lidera o ranking negativo, enquanto na rede municipal, o pior resultado foi o da Escola Olinda Brito de Souza, com 23,8% de repetência  e 1,5% de evasão.

A Escola Olinda Brito de Souza mantém média de 30,5 alunos por sala, um pouco superior a média do conjunto das escolas públicas da cidade (28 alunos por turma), menor que a do Pedro Aleixo, que ficou com o segundo melhor índice na rede pública:  4,4% de reprovação e 1,2% de evasão. Isto derruba a teoria de se atribuir a dificuldade de aprendizado a concentração de um maior número alunos numa mesma sala.   

Outra tese abalada pelos resultados do censo escolar é a de que alunos de origem humilde, residentes nos bairros mais carentes, tem um rendimento escolar pior por conta das suas dificuldades de sobrevivência, com pouco acesso à leitura.

Tanto a Pedro Aleixo, quanto a Olinda Brito de Souza são localizadas no centro da cidade, portanto, atraem uma clientela com perfil socioeconômico parecido, sem contar que a estrutura das duas escolas (em termos de instalações) tem algo em comum: precisam passar por reforma porque são prédios antigos. Os alunos da Escola Porfirio Lopes do Nascimento tiveram o melhor desempenho, com mais de 96% de aprovação e 3,6 % de repetência.

Algumas escolas da zona rural, onde há salas multisseriadas, em que alunos de séries diferentes estudam juntos com apenas um professor, também apresentaram altos índices de reprovação. No pólo da Escola Cacique Armando Gabriel, a repetência chegou a 21,6%%, enquanto a evasão (alta para o ensino fundamental foi de 6,60%).

 Resultado parecido foi registrado na Escola do Assentamento Eldorado (20% de reprovação) e na Darci Ribeiro, no Assentamento Capão Bonito, 18%. O resultado foi diferente na Escola Arany Barcellos, no Assentamento Jibóia, onde a repetência ficou em 8,2%, índice melhor que de escolas da área urbana, como a Valério Carlos da Costa (com 10%) a Natália Moraes de Oliveira (12%). A Monteiro Lobato, no Capão Bonito II, teve 9% de reprovação.

Pesquisa mostra muitos alunos com defasagem de escolaridade

A combinação de reprovação e evasão escolar produz outro problema do processo de aprendizagem, a distorção idade e aprendizagem.  Esta situação fica evidente na Escola Municipal Olinda Brito de Souza líder do ranking da reprovação na rede municipal (23,8% e 1,5% de evasão).

O censo escolar mostrou que 36,4% dos alunos estão atrasados nos estudos em relação a sua idade, seja porque não foram aprovados, abandonaram a escola antes do término do ano letivo ou simplesmente porque começaram estudar depois dos seis anos, idade mínima recomendada para ingresso no ensino regular. 

No 6º ano (a antiga 5ª série), 45% dos alunos estão atrasados em relação à idade; no 8º ano, chega a 42%. Em contrapartida na Escola Porfiria Lopes, com melhor índice de aprovação, em média só 19,6% estão “atrasados”. No 6º ano (28,3%) e 7º ano (28,4%) a distorção é maior. No Pedro Aleixo, só 14,9% apresentam defasagem idade/série.

Na Escola Catarina de Abreu, que apresentou o maior índice de reprovação no ensino fundamental, no 9º (antiga 8ª série) 54,8% tem escolaridade abaixo do que deveriam ter na faixa etária em que se encontram; no 7º ano, 45% e 44% no 8º ano.

No ensino médio, tem 18% de reprovação, 49,4% dos estados apresentaram defasagem, chegando a 52,8% no 1º ano. Na média dos dois níveis de ensino 49,5% dos alunos estão com defasagem.  No Sidrônio Antunes de Andrade a distorção atinge 28,3% dos alunos.  Entre os alunos do Vespasiano Martins, escola do Quebra Coco, a defasagem atinge 38% dos estudantes.