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Sidrolandia

Sidrolândia não se estrutura e ambulância do SAMU está parada há um ano na Capital

Acredita-se que seja exatamente a questão financeira dos municípios o fator determinante a não instalação do SAMU

Marcos Tomé/Região News

12 de Abril de 2011 - 19:27

Sidrolândia não se estrutura e ambulância do SAMU está parada há um ano na Capital
Sidrol - Foto: Divulga

Um ano depois de ter recebido uma ambulância básica em solenidade no interior de São Paulo com a presença do então presidente Lula, o município de Sidrolândia ainda não estruturou para montar na cidade o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O veículo, assim como o de Ribas do Rio Pardo e Terenos,  está  retido em Campo Grande no pátio da Secretaria Estadual de Saúde. O SAMU  garante maior agilidade no socorro a vítimas de acidentes de trânsito, envolvidas em casos de violências ou pessoas que passem mal, normalmente,  cardíacos ou acometidos por acidente vascular cerebral.

No início do mês passado  um  morador do assentamento Eldorado II passou mal acabou sendo socorrido por uma viatura da Polícia Militar porque a ambulância da prefeitura não foi autorizada a buscá-lo na zona rural. Familiares deram queixa na Polícia acusando o Hospital Elmiria Barbosa por omissão de socorro.

Desde o ano passado a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande aguarda que as prefeituras se estruturem para que possa entrar em funcionamento o SAMU intermunicipal, cuja criação já foi referendada pelo Conselho Municipal de Saúde em dezembro. 

A equipe do serviço da capital esteve em Sidrolândia e nas outras duas cidades, elaborou relatório, no qual mostrou o que é preciso ser feito para o serviço funcionar. “Até agora não recebemos nenhuma resposta”, informa o coordenador do SAMU, Mario Luiz Britto ao Jornal Eletrônico Região News.

Segundo ele basicamente as prefeituras tem que dispor de 12 funcionários (entre motoristas e atendentes de enfermagem) dedicados exclusivamente ao SAMU que funciona em regime de 24 horas, todos os dias. “É preciso dispor de estrutura de pessoal que cubra toda a escala de plantão”, explica o coordenador.

Os funcionários receberão treinamentos  que os habilitará  a atuar como socorristas. A ambulância do SAMU será baseada em Sidrolândia, mas, seu funcionamento regulado pela Central em Campo Grande.  No caso de emergência é preciso ligar 192 que determinará o deslocamento do veículo para socorrer o paciente.

O primeiro atendimento será prestado na própria cidade (na unidade de saúde ou no hospital). Segundo o secretário municipal de Saúde da Capital, Leandro Mazina, o serviço depende também de credenciamento por parte do Ministério da Saúde.

“Estamos aguardando a edição de uma portaria que vai regulamentar a ajuda financeira que será dado capital e aos municípios participantes”. Campo Grande, que fará a regulação da ambulância terá de investir na ampliação da sua estrutura de atendimento com pelo menos mais 12 atendentes, três por turno.

Acredita-se que seja exatamente a questão financeira dos municípios o fator determinante a não instalação do SAMU. Enquanto isso, a unidade móvel aguarda por manifestação das prefeituras em arcar com as despesas necessárias para colocar em funcionamento tais serviços à população.

A secretária de Saúde do município de Sidrolândia, Tânia Rossato, foi procurada pela reportagem do Região News, más, não quis falar sobre o assunto ao telefone.