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Sidrolandia

Sindicato em MS quer ouvir médica indiciada por homicídio doloso

G1

06 de Junho de 2012 - 15:00

A médica infectologista Caroline Franciscato de Godoy, 31 anos, indiciada por homicídio doloso pela morte de Letícia Gottardi, 19 anos, foi convidada para prestar esclarecimentos na reunião desta quarta-feira (6), no Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (SinMed/MS).

Segundo a Polícia Civil, a jovem teria morrido por causa de um choque anafilático, causado pelo medicamento que era alérgica e que foi prescrito pela médica por duas vezes. O caso aconteceu em abril de 2012, no hospital Darci João Bigaton, em Bonito, a 300 km de Campo Grande.

O convite informal, segundo o diretor presidente da Sindmed/MS, Marco Antônio Leite, foi feito pela diretoria do sindicato, para que a médica participasse do debate sobre o caso. "Na reunião de hoje vamos discutir esse caso, por isso, seria importante a presença de Caroline", explica.

Leite afirma que a presença da médica não está confirmada, e que a investigação sobre o caso é de competência do Conselho Regional de Medicina (CRM). "Independentemente dela estar ou não na reunião, o objetivo é discutir sobre o que pode ter acontecido, e avaliar a conduta médica nesse caso como exemplo para os outros profissionais", disse o diretor do Sinmed/MS.

Defesa

A defesa da médica vai contestar o laudo pericial que indica que a morte da jovem foi provocada pelo medicamento prescrito por Caroline. Em entrevista ao G1, o advogado Leopoldo Fernandes da Silva Lopes sustentou que há indícios de que a jovem tenha morrido em decorrência de um choque séptico, por conta da inflamação do apêndice, e não por um choque anafilático.

A médica foi indiciada pelo crime de homicídio doloso. O delegado responsável pelo inquérito, Roberto Gurgel, disse no dia 6 de abril, a vítima foi ao hospital reclamando de dores abdominais e foi atendida por outro médico no local. Ela informou que tinha alergia ao medicamento, e a observação foi anotada pelo profissional no prontuário da paciente. Ela recebeu alta no mesmo dia e foi para casa, mas voltou a passar mal na madrugada do dia 7 de abril.