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Sidrolandia

Suspeito de matar garota alega que ela cometeu suicídio

A garçonete Marlene Romeiro da Silva, de 35 anos, mãe da vítima, diz que adolescente tinha relação conflituosa com suspeito.

Campo Grande News

29 de Julho de 2010 - 15:30

Éderson Morais de Lima, suspeito de matar a adolescente Thatyane Romeiro Rocha, de 16 anos, se apresentou no 2º Distrito Policial na terça-feira da semana passada, acompanhado de um Defensor Público. A Polícia agora reúne elementos para pedir a prisão preventiva do rapaz.

Segundo o delegado titular Weber Luciano de Medeiros, Éderson alegou que Thatyane se matou com um tiro na cabeça, quando os dois saíam de uma festa, na Vila Nasser, na noite do dia 11 de julho. Ele alegou que quando saíram da festa ele disse para ela que o relacionamento estava acabado e quando andava mais a frente da garota ouviu o disparo e a viu caída. Éderson diz que correu até um orelhão e tentou ligar para a Polícia, mas que o telefone estava ocupado.

Para o delegado a versão é “grosseira” e inconsistente. Ele diz que os próprios peritos que estiveram no local onde foi encontrado o corpo já trabalhavam com a hipótese de homicídio, diante da cena, e que a garota era alegre, não tinha perfil de suicida e nunca foi vista com uma arma na mão. “Era uma pessoa muito querida por todo mundo”, diz Weber. A menina costumava cuidar carros na Feira Central.

O histórico de Éderson também depõe contra ele. Aos 15 anos ele cometeu um homicídio e também já tem passagens por tráfico de drogas e desacato. “É um cidadão com uma conduta péssima”, afirma o delegado. Várias testemunhas disseram que a relação de Thatyane com ele era conflituosa. E no dia seguinte ao crime, a mãe da adolescente, a garçonete Marlene Romeiro da Silva, de 35 anos, disse que o casal tinha rompido dias antes, mas que Éderson foi buscar garota em casa e ela não voltou mais.

A arma usada no crime não foi encontrada, nem o projétil que transfixou a cabeça dela. Weber afirma que está concluindo o inquérito e reunindo todas as provas que levam a Éderson para então representar pelo pedido de prisão preventiva do rapaz.