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Sidrolandia

Vereadores afastados custam R$ 334 mil aos cofres públicos

O período é referente ao prazo estipulado pela Justiça para que eles se mantenham afastados

Dourados Agora

11 de Janeiro de 2011 - 08:39

Vereadores afastados custam R$ 334 mil aos cofres públicos
C - Foto: H

Mesmo sem nenhuma atividade no Legislativo, os 9 vereadores investigados na Operação Uragano da Polícia Federal, vão custar aos cofres públicos a quantia de R$ 334 mil, em seis meses. O período é referente ao prazo estipulado pela Justiça para que eles se mantenham afastados. O “gasto” extra e mensal é referente ao salário pago ao grupo. Cada um deles continua recebendo todo o mês o salário de vereador que é de R$ 6.193,00, de forma liquida.

Ao todo, de 12 vereadores a Câmara passou a pagar 21. Isto porque os suplentes assumiram as vagas dos afastados para manter os trabalhos do Legislativo. Levando em conta o salário dos vereadores, a folha de pagamento da Câmara passou de R$ 74,3 mil para pouco mais de R$ 130 mil; R$ 55 mil a mais todo o mês, bancado pelo dinheiro do contribuinte.

Com gasto a mais, o valor que retorna da Câmara para município em forma de duodécimo diminui. A quantia poderia ser utilizada pela prefeitura de várias maneiras. Multiplicado em seis meses, o valor de R$ 334 mil daria para comprar por exemplo, 51 motos do tipo Titan Mix KS, que sai hoje por cerca de R$ 6.5 mil. Os veículos poderiam ser utilizados por agentes de saúde, que atualmente fazem o serviço de bicicleta ou a pé. A quantia também daria para atender 5.566 pacientes que precisam do medicamento Fluoxetina, que até no final do ano estava em falta no Programa de Saúde Mental. Cada caixa do genérico dele custa em média R$ 60.

Ao todo a Câmara recebe cerca de R$ 700 mil mensais para manter os serviços, como pagamento da folha, gabinete, água, luz telefone, limpeza entre outros. Ao Douradosagora, o presidente da Casa, Dirceu Longhi não soube informar o valor total dos gastos mensais da Câmara. Mesmo assim ele garantiu que no caso dos afastados as despesas se restringem apenas aos salários mensais. “Não há gastos a mais com gabinetes, uma vez que quem entrou manteve a antiga equi-pe ou fez trocas através da dispensas e nomeação. Cada vereador tem direito a 8 assessores pagos pela Câmara”, ressalta.

Mesmo com os valores a mais o presidente adianta que a Câmara vai devolver ao Executivo a quantia de R$ 1 milhão no duodécimo. O valor, segundo ele, é referente ao que a Câmara economizou durante todo o ano. A devolução deve acontecer assim que os vereadores voltarem de recesso.