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Sidrolandia

Vereadores criticam secretário de apadrinhamento na distribuição de barracas e propõe feira no São Bento

O vereador Sérgio Bolzan, que é do mesmo partido do secretário, o PT, questionou o fato de haver feirantes com mais de um barraco ou já ser dono de Box no mercado municipal.

Flávio Paes/Região News

17 de Setembro de 2013 - 15:26

Os critérios de escolha dos 136 participantes da Feira Municipal foram contestados na sessão de ontem da Câmara que aprovou indicação do vereador Edivaldo dos Santos pela criação de feira no Bairro São Bento, para funcionar as quartas-feiras. Sobraram criticas para o secretário de Desenvolvimento Rural que teria beneficiado uma cunhada e um casal de amigos empresários, deixando na fila de espera mais de 50 pequenos produtores.

O vereador Sérgio Bolzan, que é do mesmo partido do secretário, o PT, questionou o fato de haver feirantes com mais de uma barraca ou já ser dono de um Box no mercado municipal. O vereador David Olindo (PR) reclamou da ausência de indígenas e alertou pra o fato do secretário ter concedido permissão para pessoas do seu relacionamento pessoal.

David defendeu critérios transparentes para escolha dos permissionários de forma a contemplar quem de fato precisa do espaço para comercializar sua produção. Para o vereador Edivaldo dos Santos (PT) diante da fila espera de pequenos produtores interessados no espaço de comercialização, a alternativa seria abrir uma feira às quartas-feiras no Bairro São Bento. Ele sugere inclusive a utilização das mesmas barracas.

A vereadora Vilma Felini (PSDB) saiu em defesa do secretário e admitiu que como se trata de uma experiência nova na cidade, erros podem ser cometidos. “A Câmara Municipal pode ajudar, elaborando uma legislação que regulamente o funcionamento da feira, fixe direitos e deveres aos feirantes, estabelecendo os critérios de concessão da permissão”, dispara David.

Já o secretário de Desenvolvimento Rural, achou estranho que surjam tantas críticas em relação à feira, diante do amplo apoio popular a iniciativa. “O projeto é um sucesso, tornou-se um espaço de lazer e diversão da família inteira. Os feirantes estão satisfeitos, com bom faturamento. Muita gente que hoje critica, não acreditou na ideia”, avalia.

“Cezinha” lembra que antes da primeira edição da feira, foram pelo menos seis reuniões para definir critérios, escolher a localização.  “Convidamos mais de 100 pessoas e aproximadamente 70 acreditaram na ideia e foram até o fim”, lembra. Este súbito interesse por espaço na feira só surgiu porque  o projeto deu certo.

O secretário admite que entre os feirantes de fato esta uma cunhada e algumas pessoas do seu relacionamento pessoal. “Não vejo nenhum problema em dar a elas a oportunidade de trabalhar entre os 136 feirantes. Não é um emprego na Prefeitura, ninguém ganha um centavo do serviço público. Não tenho culpa se a mulher se inscreveu para vender artesanato e o marido, pastel”, acrescenta.  

O secretário é contra a proposta de se abrir de imediato uma outra feira municipal. “A feira foi dimensionada, com 60 barracas de hortifrutigranjeiro e outras 76 de alimentação, artesanato e produtos em geral, exatamente para que todos os participantes ganhassem dinheiro, sempre motivado para toda semana vir montar sua barraca”, justifica.