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Sidrolandia

Vítimas de acidentes em MS lutam para superar as sequelas

Alguns têm lesões permanentes, ficam impossibilitados de trabalhar. Na Santa Casa, médicos testemunham vidas mudadas após acidentes

G1 MS

28 de Outubro de 2014 - 15:25

Para alguns que sofrem um acidente de trânsito, os transtornos com a batida e os prejuízos são apenas o começo. Depois, vem à luta para superar sequelas e até mesmo lesões permanentes. Pessoas que estão trilhando esse caminho mostram como a violência no trânsito pode mudar a vida de tanta gente.

O administrador mauro Wilson de Souza vive sobre rodas e está se adaptando à nova vida. Até conseguiu se manter independente, mas não é fácil. Na batida, ele teve uma lesão na coluna e ficou paralisado da cintura pra baixo. Passar na rua de casa o faz reviver esse acidente todos os dias. “Eu ainda consigo seguir em frente com as limitações, com algumas ajudas de vez em quando”, diz.

O técnico de som Renato da Rocha ficou três meses de cadeira de rodas. Ele caiu de moto e quebrou os ossos da perna em várias partes, perdeu emprego e ficou sem renda. Depende da ajuda dos outros.

Eder Túlio Pereira perdeu uma perna em um acidente. “Eles foram fazer os curativos na minha perna e eu sabia que tinha machucado bastante. Eu acordei e vi só pedaço da minha perna, aí eu dormi uma semana amarrado, foi um baque bem grande”.

Todos os dias, os médicos no setor de ortopedia no maior hospital do estado são testemunhas de histórias de vidas mudadas por causa de acidentes.

“São pacientes que às vezes fazem 15, 20 fraturas no mesmo osso, no mesmo segmento. Isso muda muito a maneira de tratar, a abordagem, o tempo de tratamento. As sequelas que vão acontecer com esse paciente normalmente são muito maiores”, diz o ortopedista Marcelo Luiz.

E essa tragédia urbana está comprometendo a vida de uma geração de brasileiros. Todos os anos, mais de 370 mil feridos em acidentes de trânsito. Muitos jovens em idade economicamente ativa, que poderiam estar trabalhando, têm lesões permanentes e muitos também ficam mutilados. Essa é a grande preocupação. O que fazer e como levar a vida adiante depois de um acidente.