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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 4 de Dezembro de 2021

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Coluna “Ampla Visão” com Manoel Afonso

Manoel Afonso

15 de Abril de 2011 - 13:48

FRUSTRAÇÃO  em dobro de Chico Maia na abertura da Exposição: imaginava contar com as presença de Zeca – mas como governador – e  de Dilma. No primeiro caso,  era mesmo impossível, por motivos óbvios. Culpa das urnas.

SAIA JUSTA  Na abertura do evento, André ironizou a partidarização da Acrissul nas últimas eleições e lembrou que sempre ajudou no evento. Aliás, o asfaltamento do recinto é obra do Governo. O italiano tem memória.

 NELSINHO   Quando tudo parecia perdido, foi ele, como sua habilidade política, que conseguiu junto as autoridades a liberação dos shows no recinto da Expogrande. Em algumas situações, falar além do necessário não resolve.   

MUITO ou pouco?   Além dos 27 legalizados, outros 31 partidos têm registro provisório e aguardam o carimbo definitivo do TSE. Assim poderemos ter até 58 agremiações, com seus candidatos disputando as eleições de 2010.

NO CASO do PSD,  é fruto de agrupamento de interesses pessoais ‘abençoados’ pelo Planalto, com do propósito de minar a oposição ao Governo Dilma e enfraquecer  por tabela o grupo político do PSDB ligado a José Serra.

NOS ESTADOS o que se vê, são cenários diferentes  frutos de cada realidade política. No caso de MS, não se vislumbra mudanças de porte, com exceção de Murilo que já teria manifestado desejo de deixar seu atual partido (DEM).

PERGUNTO:  O PSD seria garantia de liberação de verbas federais para Murilo viabilizar sua administração e daí garantir a reeleição? Ele levaria para o PSD quantos políticos detentores de mandato ou de notório prestígio?

MURILO  deve se preocupar em corresponder as expectativas, pois em 2012 têm eleições. Esse arco generoso de alianças de sua eleição não se repetirá. Terá tempo para largar a prefeitura e viajar pelo interior organizando o PSD?

LEMBRO: Quem vai disputar as eleições de 2012 está atento a questão do tempo no rádio e televisão. Sem essa ferramenta, a comunicação com o eleitorado fica difícil, quase impossível.  Ignorar esse detalhe é amadorismo.

QUESTÕES:  Quais dos nossos deputados e senadores  estariam desconfortáveis em seus respectivos partidos e que teriam no PSD a solução para seus projetos pessoais? Ora! Na política não faltam: jogo de cena e especulação.

BERNAL: sonha com a prefeitura e sabe: teria concorrência direta de Antônio João dentro do PSD. Ficar no PP seria menos ruim. Quanto a Marcos Trad, pelo seu histórico familiar, tem seu próprio projeto e não muda de barco.

FORMAR um partido não é fácil num eleitorado diminuto e com  lideranças de posições definidas. É preciso estrutura financeira, habilidade e acenar com vantagens  visíveis e imediatas para os convidados, quase sempre arredios.

PERGUNTEM ao ex-deputado Figueiró, se é fácil montar um partido aqui. Viajar pelo interior e convencer vereadores e prefeitos é dose pra leão. E olhe que o “Formiguinha” era experiente e mesmo assim o PP não vingou. Lembra?

 GINÁSTICA  Partidos nanicos ainda sem registro definitivo, sem direito a grana do Fundo Partidário,  chegam a cobrar mensalidades de seus filiados para fazer frente as despesas diversas. A imprensa não divulga, mas o fato é real.

VANTAGENS  dos partidos registrados: mordem no bolão de R$149 milhões do ‘Fundo’ ; têm 5 minutos no rádio/TV por semestre e negociam apoio em troca de cargos no governo, estatais e outros órgãos federais. Sacou?

É GOLPE!  Lista fechada vai favorecer os caciques dos partidos que colocam seus preferidos na cabeça da lista. Significará o fim da renovação nos quadros e concentração de força ainda maior de quem comanda o partido.

1-MUDANÇAS:  Um suplente (não parente e cônjuge) do senador; mudança na data de posse do presidente, governadores e prefeitos; voto obrigatório; fim da reeleição, com mandato de 5 anos para os executivos em todos os níveis.

2-MUDANÇAS:   Fim das coligações; adoção da lista fechada; financiamento público de campanha; candidatura avulsa  para prefeito e vereador; mantida a fidelidade; limites de gastos (não fixados); cota de 50% para as mulheres nas listas.  

DERRAPOU?  O recente texto longo e complexo de FHC provocando críticas e elogios dentro do PSDB. O episódio embaralhou ainda mais a oposição, dividida e sem orientação. Depois... reclamam das ironias ácidas do Lula.

CENÁRIO Em maio os tucanos elegem novo presidente. Serra sem chances! Aécio e Alckmim apóiam Sergio Guerra, obrigando assim Serra a tentar a prefeitura paulistana em 2012, desistindo da sucessão presidencial de 2014.

“GENIAL” Ingênua  e emocional  esse papo do “desarmamento”. O poder público cumpre o dever de nos proteger? Só os bandidos armados e nós trancados em casa, indefesos? O PCC agradece!  Acordem, aqui não é a Dinamarca!

NO BRASIL  é assim: basta um fato grave para se pensar em soluções de afogadilho. O pior: ao invés de equipar a polícia para combater os bandidos, cria-se dificuldades para o cidadão de bem obter o porte de arma. Certo ou errado?