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BRASIL

Após primeira fiscalização da Anvisa, Ypê diz que refez tratamento de água

A reformulação acontece após a Anvisa localizar contaminação bacteriana.

Midiamax

13 de Maio de 2026 - 09:27

Após primeira fiscalização da Anvisa, Ypê diz que refez tratamento de água
Produtos da Ypê. (Foto: Reprodução)

A Química Amparo, encarregada pela marca Ypê, declarou que reformulou o sistema de tratamento de água, a principal matéria-prima utilizada para fabricar produtos líquidos. A reformulação acontece após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) localizar contaminação bacteriana em lotes da marca, em novembro de 2025. A informação foi divulgada pela Folha de São Paulo.

De acordo com a Aratu On, após isso, a Anvisa estabeleceu o recolhimento de 14 lotes de lava-roupas líquidos após identificar em três produtos a bactéria Pseudomonas aeruginosa. Na última semana, a marca novamente sofreu sanções decorrentes da reiteração de erros no controle de qualidade.

A publicação também informa que o diretor de operações da Química Amparo, Eduardo Beira, declarou que a empresa realiza um plano de adequação, juntamente com a Anvisa, desde dezembro. Entre os procedimentos implementados, estão a quarentena de produtos líquidos para monitorar prováveis bactérias e a implementação de um sistema de osmose reversa, que retira contaminantes da água.

A marca, complementou a Folha, também analisa a inclusão de ozônio como fase adicional de desinfecção. Para auxiliar no processo, foi feita a contratação da consultoria global Ecolab.

A bactéria localizada se desenvolve facilmente em ambientes úmidos e pode causar infecções que podem ir de irritações leves até pneumonia, sobretudo em pessoas imunossuprimidas, idosos e pacientes hospitalizados.

A Anvisa realizou uma nova inspeção neste mês e indicou que a empresa não cumpria totalmente as exigências da RDC 47, norma que determina regras de Boas Práticas de Fabricação para produtos saneantes.

A Folha reforçou que, na última quinta-feira (7), perante a reiteração, a agência estabeleceu a suspensão da produção e comercialização de detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas fabricados pela marca.

Entretanto, na sexta-feira (8), a proibição foi suspensa depois de a Química Amparo apresentar um recurso administrativo que sustenta que não há contaminação nos produtos comercializados atualmente. No entanto, a agência prosseguiu com a recomendação feita aos consumidores para que evitem o uso dos produtos. Nesta quarta-feira (13), será analisada a decisão definitiva sobre a manutenção da suspensão.