BRASIL
Esquema de roubo de remédios para câncer movimentou mais de R$ 33 milhões para o TCP
A Políca Civil do Estado do Rio de Janeiro cumpre 97 mandados de busca e apreensão e prendeu cinco pessoas.
Midiamax
21 de Julho de 2026 - 08:11

A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) deflagrou operação contra esquema de roubo e distribuição de remédios para câncer do TCP (Terceiro Comando Puro), nesta terça-feira (21). De acordo com as investigações o grupo movimentou mais de R$ 33 milhões em um ano.
A Operação Metástase cumpre cinco mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão, no Rio de Janeiro, São Paulo (capital, Santo André e São Caetano), Goiás (Goiânia) e Pará (Belém). Até última atualização da reportagem, cinco pessoas foram presas.
A organização criminosa era especializada no roubo de cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto valor. Os suspeitos reinseriam os medicamentos em instituições públicas de saúde por todo o país, por meio de processos licitatórios. O volume das cargas roubadas pode causar problemas no abastecimento dos sistemas de saúde.
Os investigadores identificaram a participação do grupo em no mínimo 20 crimes semelhantes nos últimos seis meses. E com movimentação maior que R$ 33 milhões por meio de empresas de fechada, no período de um ano, entre 2025 e 2026.
A Justiça pediu o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias. Também o sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados para ocultamento de patrimônio.
Crime organizado
O esquema era separado em etapas, com o núcleo dos roubadores, o núcleo logístico financeiro intermediário, o núcleo logístico financeiro final e o núcleo de suporte territorial. O último era parte da responsabilidade do TCP, junto das armas e proteção ao núcleo dos roubadores.
Os medicamentos roubados eram levados para áreas dominadas pelo TCP, no Complexo da Maré, onde ocorria o transporte e redistribuição da carga. Os criminosos utilizavam empresas de fachada, transportadoras, entregadores e “laranjas” para esconder a origem e enviar aos receptadores finais pelo país.
A Polícia informa que os medicamentos oncológicos e imunossupressores necessitam de controle rigoroso de temperatura e armazenamento durante o transporte. Em condições inadequadas podem perder a eficácia, sofrer contaminação ou gerar nocivos.



