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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 19 de Março de 2026

CAMPO GRANDE

Florista é atingida por estilhaços de bomba em Campo Grande e corre risco de perder a visão

Família diz que idosa estava trabalhando, na frente de tabacaria, na madrugada de domingo (18), quando teria sido atingida por estilhaços de bomba.

Midiamax

19 de Janeiro de 2026 - 14:26

Florista é atingida por estilhaços de bomba em Campo Grande e corre risco de perder a visão
Dona Neide trabalha vendendo flores há 35 anos, segundo a família. (Montagem/Jornal Midiamax)

Uma florista, de 63 anos, teria sido atingida por estilhaços de uma bomba e corre o risco de perder a visão. Ela está na Santa Casa, em Campo Grande, e, segundo a família, está no corredor do pronto-socorro aguardando vaga para ser internada, nesta segunda-feira (19).

Conforme relato da nora, Simone Queiroz, de 40 anos, a idosa, na madrugada de domingo (18), estaria na frente de uma tabacaria, no Jardim Leblon, quando, por volta da 1h, chegaram três viaturas da PM (Polícia Militar) no local. No relato, dona Neide Fátima de Oliveira teria comentado que o local estava cheio e, ao se aproximar para entender o que estava acontecendo, teria sido atingida por estilhaços de bomba.

Florista é atingida por estilhaços de bomba em Campo Grande e corre risco de perder a visão
(Montagem/Jornal Midiamax)

Com o olho ferido, a florista tentou correr e teria levado um tombo no local. Em seguida, entraram em contato com o filho dela, e ele e a nora tomaram conhecimento dos fatos.

“Agora ela está sendo medicada, porque está com dor no peito, por causa do impacto e do gás. Ela está reclamando de uma dor muito forte, dor no peito, e aí fica com falta de ar. A médica falou que ela terá que ser internada, porque o sangue está muito coagulado, empedrado”, disse Simone ao Jornal Midiamax.

Ainda de acordo com a familiar, a florista está sentindo muita dor e segue na fila para fazer a cirurgia no olho.

“A médica não sabe se furou, porque sangrou demais. Ela falou que vai esperar mais um pouco para saber como vai ficar. E, no período da tarde, nós vamos na Depac [Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário] Centro registrar a queixa”, comentou Simone.

A reportagem entrou em contato com a PM para questionar os fatos, informando o relato da familiar. Confira a resposta na íntegra:

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informa que, com base apenas em imagens e sem dados básicos da ocorrência, como data, horário, local e circunstâncias, não é possível confirmar a veracidade do fato nem identificar se houve atuação de equipes da PMMS no suposto episódio relatado.

Ressaltamos que qualquer situação que fuja aos protocolos operacionais padrão da Polícia Militar deve, obrigatoriamente, ser formalmente registrada por meio de Boletim de Ocorrência, para que os fatos possam ser devidamente apurados pelos órgãos competentes.

A PMMS reitera que suas ações são pautadas pela legalidade, pelo respeito aos direitos humanos e pelo uso progressivo da força, conforme previsto em lei e em seus manuais operacionais.