CAMPO GRANDE
Mulheres lideram protesto do MST por reforma agrária e bloqueiam BR-163 em MS
O protesto denuncia a demora nas respostas para famílias acampadas, a paralisação de processos de assentamento e a falta de políticas públicas voltadas à garantia de terra, moradia e condições de produção., moradia e condições de produção.
G1 MS
20 de Março de 2026 - 07:53

Um protesto do Movimento Sem Terra (MST) interditou totalmente a BR-163, na altura do km 463, em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (20). Cerca de 150 pessoas participam da manifestação e bloqueiam a rodovia nos dois sentidos.
O movimento destacou que, neste mês de março, marcado por ações ligadas à luta das mulheres, elas estão à frente da mobilização. O objetivo é reforçar o papel das trabalhadoras do campo na defesa da reforma agrária, da produção de alimentos e da justiça social.
Ainda conforme o MST, o protesto denuncia a demora nas respostas para famílias acampadas, a paralisação de processos de assentamento e a falta de políticas públicas voltadas à garantia de terra, moradia e condições de produção.
Por causa da interdição, o trânsito está completamente parado no local. Segundo a concessionária Motiva Pantanal, o congestionamento já chega a aproximadamente 3 quilômetros no sentido sul e 1 quilômetro no sentido norte.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão no local e negociam com os manifestantes para liberar a via. Até o momento, apenas ambulâncias têm passagem autorizada.
Funcionários da concessionária também atuam na região, orientando os motoristas e fazendo a sinalização da rodovia.
Ainda não há previsão de quando o tráfego será liberado.
O g1 entrou em contato com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que informou que irá se posicionar.
Rotas alternativas
Para evitar o trecho interditado, a orientação é que os motoristas utilizem caminhos alternativos:
- Sentido norte: desvio no km 461, com acesso à MS-040;
- Sentido sul: desvio no km 466, com saída para Sidrolândia.
O que diz o MST
Em nota, o MST informou que o bloqueio faz parte de uma mobilização da chamada “frente unitária” de movimentos sociais, que reúne, além do próprio movimento, outras organizações populares.
Segundo o grupo, a interdição da rodovia é uma forma de pressionar o governo a atender uma pauta de reivindicações.




