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Economia

Alta do dólar atrai consumidores paraguaios ao Brasil na fronteira

Os comerciários, segundo ele, estão satisfeitos com essa inversão na economia, pois a maioria ganha comissão com as vendas

Wilson Aquino

20 de Agosto de 2015 - 08:19

A alta do dólar no Brasil nos últimos meses – hoje cotado em torno de R$ 3,46 – tem invertido o quadro econômico em cidades fronteiriças com o Paraguai. Em Ponta Porã, por exemplo, é grande a procura de consumidores paraguaios por produtos vendidos no lado brasileiro. A constatação foi feita pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Ponta Por㠖 Sec/PP.

“A inversão é benéfica para o Brasil, pois estamos vendendo de tudo para os paraguaios. Eles têm atravessado a fronteira para comprar alimentos, vestuários, calçados e até produtos elétricos e eletrônicos”, afirma Divino José Martins, presidente do sindicato.

Os comerciários, segundo ele, estão satisfeitos com essa inversão na economia, pois a maioria ganha comissão com as vendas. “Vendendo mais que o normal, certamente eles estão tendo um ganho muito maior no final de cada mês”, explica o líder sindical.

Esse quadro econômico no Brasil só não está favorecendo o turismo em Ponta Porã. “Por outro lado, perdemos com a ausência de turistas de todo Brasil que normalmente vêm para cá para as compras de importados em nossa cidade e no lado paraguaio. Mas sabemos também que isso é temporário. As coisas deverão voltar ao normal breve”, avalia o sindicalista.

A Federação dos Tabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do  Sul – Fetracom/MS tem acompanhado o comportamento da economia brasileira no mercado de trabalho e demonstra preocupação com a região fora da área de fronteira, onde as vendas caíram significativamente devido à falta de recursos financeiros em circulação.

Pedro Lima, presidente da Fetracom/MS e presidente também do Sindicato dos Empregados no Comércio de Dourados – Secod/MS espera que a economia nacional se recupere e o mercado de trabalho volte a crescer e contratar em todas as áreas (indústria, comércio e serviços) para empregar milhares de mão de obra que foram dispensadas ao longo de 2015 e que abra também oportunidade para a entrada de novos profissionais.

“O Brasil atravessa uma séria crise econômica. Precisamos que todos façam a sua parte para que possamos sair logo dessa situação e que o País volte a crescer”, afirmou Pedro Lima que ressalta também a necessidade de “estancarmos” de vez os vazamentos de dinheiro público para as mãos de políticos inescrupulosos “que roubam o povo brasileiro em benefício próprio e de partidos que querem se perpetuar no poder”.

FORÇA SINDICAL – Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul também tem acompanhado o quadro econômico nacional e mostra-se preocupado com a crise que atinge tanto a iniciativa privada como pública. A central, principalmente em Brasília, tem pressionado parlamentares e o Governo Federal para que o País volte ao eixo do desenvolvimento.

Apesar de acreditar que o País só vai sair totalmente da crise em 2016, Idelmar acredita que até o final do ano o quadro econômico nacional será outro, muito melhor que esses últimos meses do primeiro semestre e início do segundo. “Sou otimista, acredito que até o final do ano entraremos numa fase melhor”, afirmou.