ECONOMIA
Análise de revista britânica prevê estabilização da economia brasileira em 2017
A segunda fase do XIX Exame, também conhecida como prova prático-profissional, vai ser aplicada no dia 29 de maio de 2016.
Agência Brasil
03 de Abril de 2016 - 22:00
Bacharéis de direito de todo o país tentam realizar o sonho da advocacia na primeira etapa do XIX Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OABx), realizada na tarde deste domingo (3). Ao todo, mais de 135 mil inscritos prestam a prova, que começou às 13h.
Essa não é a primeira tentativa para grande parte dos candidatos entrevistados pelo G1. Há quem esteja prestando a prova pela quinta vez. Uns dizem contar com o apoio da família. Outros admitem sofrer pressão dos parentes para passar.
O exame traz 80 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas de resposta cada. Aqueles candidatos que acertarem, no mínimo, 50% da prova (ou seja, somarem 40 pontos ou mais), serão aprovados para a segunda fase.
De acordo com o edital do exame, a primeira fase aborda disciplinas obrigatórias no currículo mínimo do curso de direito: Direitos Humanos, Código do Consumidor, Estatuto da
Criança e do Adolescente, Direito Ambiental, Direito Internacional, Filosofia do Direito, Estatuto da Advocacia e da OAB, seu Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina da OAB.
A segunda fase do XIX Exame, também conhecida como prova prático-profissional, vai ser aplicada no dia 29 de maio de 2016. Segundo o edital, os locais de prova deverão ser divulgados no dia 23 de maio.
A aprovação no Exame de Ordem é obrigatória para atuar na OAB como advogado. O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Poderão realizá-lo os estudantes de direito do último ano do curso de graduação em direito ou dos dois últimos semestres.
Distrito Federal
A Economist Intelligence Unit (EIU) estima que, devido à crise política, a economia brasileira registre queda de 3,7% neste ano, alcance a estabilização em 2017 e eleve o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) acima de 2% até 2020.
"O ambiente desafiante para a economia do Brasil deve continuar este ano, com uma retração esperada pelo menos até o terceiro trimestre, chegando ao final do ano com uma contração de 3,7%, o que representa uma revisão ante os 3,1% de recessão esperados no mês passado, devido às implicações da crise política cada vez mais profunda", afirmam os especialistas da unidade de análise econômica da revista britânica The Economist.
Na análise econômica que fazem sobre o Brasil, os técnicos da revista confirmam a conclusão do mês passado, de que deveriam rever o prognóstico de recessão no país, de 3,1% para, pelo menos, mais 0,5 ponto percentual.
"As repercussões do escândalo da Petrobras afetam não só investimento em petróleo e gás, mas também em infraestrutura, como resultado do envolvimento das principais empresas de construção civil", diz o relatório, lembrando que a taxa de investimentos no Brasil caiu para 18%, e a de poupança, para 14,4%.
"Partindo do princípio de que a inflação e o orçamento melhorem, isto vai abrir caminho para uma estabilização do PIB em 2017 e uma recuperação gradual, pouco acima de 2%, em 2018 a 2020, mas ainda assim bem abaixo da média anual de 4,5% registada durante a expansão das matérias-primas, e o crescimento do PIB terá de ser alicerçado mais em reformas estruturais e ganhos de produtividade", afirmam os analistas.
Os especialistas acrescentam que a inflação "deverá abrandar ao longo do período em análise, depois de ter chegado a 10,8% em fevereiro". Os técnicos esperam que a taxa anual caia para 7,5% no final deste ano, o que é abaixo da expectativa anterior, "por causa da recente depreciação da moeda e do movimento das forças inflacionárias.
Focus
A projeção da EIU está próxima da expectativa dos analistas e investidores do mercado brasileiro, que este ano já fizeram o décimo ajuste consecutivo nas estimativas. No último levantamento publicado pelo Banco Central, a estimativa para a queda do PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,60% para 3,66%. O próximo levantamento será divulga nesta segunda-feira (4).
Para 2017, a expectativa de crescimento foi reduzida de 0,44% para 0,35%, no segundo ajuste seguido. As instituições financeiras também projetam que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), vai fechar este ano em 7,31%, no terceiro ajuste seguido. Na semana passada, a estimativa era 7,43%. Para 2017, a estimativa segue em 6%, há sete semanas consecutivas.




