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Economia

Após dois meses, governo autoriza reajuste de até 5,21% em remédios

Reajuste estava previsto para abril, mas foi adiado por 60 dias.

G1

02 de Junho de 2020 - 15:42

Após dois meses, governo autoriza reajuste de até 5,21% em remédios

Depois de dois meses, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou o aumento nos preços de remédios. O reajuste será de até 5,21% e já pode ser aplicado pelas farmacêuticas. A autorização foi publicada em edição extra do Diário Oficial de segunda-feira (1º).

No final de março, o presidente Jair Bolsonaro anunciou um acordo com a indústria farmacêutica para que o reajuste anual de todos os remédios fosse adiado por 60 dias, por conta da crise provocada pela pandemia de coronavírus. O reajuste médio seria de cerca de 4%, segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, e deveria entrar em vigor em 1º de abril.

O que diz o setor

O acordo anunciado em março foi fechado com a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac). Na ocasião, o presidente da entidade, Henrique Tada, disse que a indústria conseguiria absorver esse adiamento e que isso será importante neste momento de crise.

Procurado pelo G1 à época, o Sindicato da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma) informou que não havia sido consultado sobre o adiamento do reajuste.

Nesta terça-feira, em nota ao Valor, o Sindusfarma disse que esse aumento é “absolutamente necessário para viabilizar a operação da indústria farmacêutica no país, garantindo assim o fornecimento normal de medicamentos para a população.”

“Ressalte-se, ainda, que os valores sobre os quais o reajuste incide são relativamente baixos. Por exemplo, no Brasil uma caixa de medicamento genérico custa pouco mais de seis reais, em média, e um medicamento similar ou novo, menos de vinte reais, segundo o último levantamento da CMED, de 2018”, diz a nota da entidade.