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Economia

Com novo reajuste de 21,76%, aumento acumulado da tarifa de água atingirá 29,93%

A Sanesul deverá apresentar mensalmente à Agepan, o relatório dos investimentos realizados por município e por fonte de recurso, inclusive aqueles gerados pela tarifa adicional.

Flávio Paes/Região News

01 de Setembro de 2015 - 09:15

A partir de primeiro de outubro a conta mínima de água subirá de R$ 30,09 para R$ 37,56, que é paga pelo consumidor que gasta até 10 mil litros de água por mês. A Sanesul foi autorizada a aplicar um reajuste extraordinário de 21,76%, que somado aos 8,17% em vigor desde julho significará ao término do ano, um aumento acumulado de 29,93%, acima da inflação que é projetada em pouco mais de 7%.

Quando entrar em operação a Estação Tratamento de Esgoto de Sidrolândia, nos 650 imóveis onde a rede de esgoto estará disponível, a tarifa ficará 50% mais cara, ficando em R$ 56,34.

Após este tarifaço, o valor cobrado pela estatal, que atua em 68 cidades do interior, será mais alto que o praticado pela Água Guariroba, concessionária do serviço de água e esgoto na capital, onde a conta mínima custa R$ 36,90. Onde houver esgoto, sobe para R$ 62,80, porque a taxa por este serviço corresponde ao da água.

A pretensão da Sanesul é aplicar um reajuste ainda maior, 27,356%, mas após audiência pública realizada pela Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), para revisão da tarifa, foi estipulado os 21,76%. A Sanesul deverá apresentar mensalmente à Agepan, o relatório dos investimentos realizados por município e por fonte de recurso, inclusive aqueles gerados pela tarifa adicional. Outro fator determinado pela agência, é que na fatura de água e esgoto deve ser destacado o seguinte texto: 17,92% do faturamento referem-se à Tarifa Adicional para Investimentos.

A Sanesul solicitou o reajuste extraordinário alegando contexto econômico e as projeções de aumento nos preços administrados por contratos, que impactam a telefonia fixa, combustíveis e energia elétrica, sendo o fator que mais impactou no aumento das despesas da empresa, para determinar o valor do reajuste.

Para isso, a Agepan recomendou o IRTE (Índice de Revisão Tarifária Extraordinária) de 3,84% para recompor despesas com o aumento de energia. Só em 2018 poderá ser concedido um novo reajuste extraordinário, caso haja como agora, algum fator de desequilíbrios dos custos como o tarifaço de energia elétrica.