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Economia

Dólar cai mesmo com tensões após TCU rejeitar contas do governo

Contas foram rejeitadas por unanimidade pelo tribunal. Na quarta-feira, dólar fechou a R$ 3,8711, em alta de 0,88%

G1

08 de Outubro de 2015 - 11:00

O dólar começou os negócios desta quinta-feira (8) operando em alta, mas virou logo no início dos negócios. Às 11h40, a moeda norte-americana era vendida a R$ 3,8589, em queda de 0,47%. Veja a cotação do dólar hoje

A expectativa, no entanto, era de um dia tenso nos mercados, refletindo o aumento das tensões políticas depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou, na véspera, as contas do governo da presidente Dilma Rousseff de 2014.

Acompanhe a cotação ao longo do dia
Às 9h10, alta de 0,23%, a R$ 3,886
Às 9h20, queda de 0,65%, a R$ 3,8519
Às 9h30, queda de 0,34%, a R$ 3,8637
Às 9h40, queda de 0,13%, a R$ 3,8719
Às 9h50, queda de 0,06%, a R$ 3,8748
Às 10h10, queda de 0,05%, a R$ 3,8752
Às 10h30, queda de 0,36%, a R$ 3,8633
Às 11h, queda de 0,47%, a R$ 3,859
Às 11h10, queda de 0,36%, a R$ 3,863

Contas do governo

"A decisão do TCU complica as coisas, mas não é garantia de que um pedido de impeachment vai ser acatado", disse à Reuters o chefe da mesa de juros da corretora Icap, Arlindo Sá, referindo-se à possibilidade de abertura de processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

O parecer do TCU será enviado nesta quinta-feira ao Congresso Nacional, que tem a responsabilidade para aprovar ou não as contas do Executivo. A rejeição das contas pelo Legislativo pode dar força a um processo de impeachment contra a presidente por crime de responsabilidade fiscal.

A incerteza política vem pressionando os juros e o câmbio intensamente nas últimas semanas. Agentes financeiros temem que a instabilidade provocada pelo eventual afastamento de Dilma assuste investidores estrangeiros e dificulte ainda mais a recuperação da economia brasileira.

Por isso, operadores acreditam que, embora a decisão do TCU fosse amplamente esperada, a reação imediata do mercado deve ser negativa. "Vamos sofrer. A interpretação de que a incerteza política está no preço não tem sido respeitada", disse o operador da corretora de um banco nacional.

Mas operadores não acreditam que a notícia deve levar o dólar a retomar a disparada que mostrou no fim do mês passado, quando encostou em R$ 4,25 no intradia e atingiu as máximas históricas.

"Ainda tem muita água até que o impeachment seja uma certeza. Não é (a decisão do TCU) que vai fazer o mercado virar a chave e entrar em desespero", disse à Reuters o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos nacional.

Véspera

Na quarta-feira, o dólar voltou a fechar em alta depois de três dias seguidos de queda, mas se manteve abaixo dos R$ 3,90. Investidores voltaram a comprar a moeda após três dias de queda firme, nervosos com as perspectivas políticas depois que o Congresso encerrou a sessão sem votar os vetos presidenciais com impacto sobre as contas públicas.

A moeda terminou o dia em alta de 0,88%, a R$ 3,8711. De acordo com a Reuters, na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,7952, menor patamar intradia desde 9 de setembro (R$ 3,7671).