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ECONOMIA

Dólar passa a operar em alta, no patamar de R$ 3,60

Na sexta, moeda dos EUA foi a R$ 3,5627, menor cotação em 7 meses. Em março, dólar recuou 10,17%, maior queda mensal em 13 anos.

G1

04 de Abril de 2016 - 10:37

O dólar avançava em direção a R$ 3,60 nesta segunda-feira (4), após fechar no menor nível em sete meses na sessão anterior, com investidores preferindo estratégias mais defensivas em meio ao noticiário político intenso no Brasil e à atuação do Banco Central.

Às 11h19, a moeda norte-americana subia 0,42%, vendida a R$ 3,5777. Veja a cotação do dólar hoje

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 0,01%, a R$ 3,5623.
Às 9h19, queda de 0,22%, a R$ 3,5547.
Às 9h40, alta de 0,1%, a R$ 3,5666.
Às 10h19, alta de 0,85%, a R$ 3,5932.
Às 10h49, alta de 0,57%, a R$ 3,5831.

Na sexta-feira, o dólar caiu 0,93%, a R$ 3,5627 na venda, Foi a cotação mais baixa desde o dia 27 de agosto de 2015, quando a moeda encerrou cotada a R$ 3,5528. A divisa fechou março na maior queda mensal em 13 anos: 10,17%.

"A crise política é o principal fator afetando os mercados locais. As notícias não param de chegar de Brasília", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Corrêa, à Reuters.

Nesta segunda-feira o governo apresentará a defesa da presidente Dilma Rousseff à comissão da Câmara dos Deputados que analisa o pedido de impeachment, num momento em que o Planalto busca angariar votos de deputados para impedir que o processo de impedimento avance.

A percepção de que esses esforços podem dar resultados ganhou um pouco de força nos últimos dias após o rompimento do PMDB com o governo expor disputas internas no maior partido do Brasil.

Muitos investidores enxergam a possibilidade de impeachment de Dilma como um primeiro passo para a recuperação da confiança no país. Alguns ponderam, porém, que a instabilidade política pode manter a pressão sobre a economia.

Intervenção do BC

Outro fator que vem concentrando as atenções do mercado é a estratégia de intervenções cambiais do BC.

Após a forte queda de sexta-feira passada, o BC anunciou para esta sessão leilão de até 14.100 swaps reversos, contratos equivalentes a compra futura de dólares. A autoridade monetária manteve a estratégia de promover vendas parciais, colocando apenas 8.140 contratos.

"O BC continuou a agir de pouco em pouco, só suavizando a trajetória do câmbio", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O BC também manteve para esta sessão a oferta de até 5,5 mil swaps tradicionais --que agem na ponta inversa dos swaps reversos, funcionando como venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem no mês que vem.

Se mantiver esse ritmo até o penúltimo dia útil deste mês, o BC rolará cerca de metade do lote de março. O BC rolou aproximadamente 67% do lote de abril, após promover sete rolagens integrais consecutivas.