Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sexta, 7 de Maio de 2021

Economia

Dólar sobe a R$ 3,22 e recupera perdas da semana

G1

13 de Janeiro de 2017 - 16:19

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (13), ampliando a força no fim da sessão, num movimento de recuperação após o recuo recente e em dia de comportamento indefinido da moeda no exterior. De acordo com a Reuters, o mercado opera ainda sob a expectativa de ingresso de fluxo de recursos, reforçada pelas recentes emissões de títulos no exterior por empresas brasileiras.

A moeda norte-americana avançou 1,44%, vendida a R$ 3,2216. Veja cotação.

Com a alta, o dólar recuperou as perdas acumuladas com as três baixas na segunda semana de 2017, fechando praticamente estável, com variação negativa de 0,006%. No acumulado do ano, a moeda recua 0,86%.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, alta de 0,49%, a R$ 3,1914
Às 9h59, alta de 0.34%, a R$ 3,1866
Às 10h50, alta de 0,74%, a R$ 3,1991
Às 11h, alta de 0,84%, a R$ 3,2023
Às 12h10, alta de 1,08%, a R$ 3,2099
Às 14h, alta de 1,17%, a R$ 3,2129
Às 15h20, alta de 0,90%, a R$ 3,2043

"O investidor aproveitou os preços para comprar e se defender de um eventual estresse na próxima semana", disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Na próxima semana, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tomará posse e o mercado segue à procura de mais detalhes sobre como será seu governo.

Durante a campanha, Trump prometeu cortes de impostos e maiores investimentos, entre outros pontos – política que, se efetivada, obrigará o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, a ser mais enfático no seu processo de alta dos juros no país. Nesse cenário, os recursos aplicados em outros países, como o Brasil, tendem a migrar para os EUA.

Entretanto Trump decepcionou o mercado nesta semana em sua primeira entrevista formal à imprensa, ao não dar mais detalhes sobre sua política.

O dólar caiu por duas sessões contra o real, renovando na véspera seu menor nível desde o início de novembro. A expectativa de fluxo de recursos, no entanto, pode limitar o ímpeto de alta do dólar ante o real, sobretudo após anúncios recentes de captações de recursos com a emissão de títulos no exterior por empresas brasileiras como a Raízen e a Petrobras.

O Banco Central continuou fora do mercado de câmbio, sem atuar desde 13 de dezembro. A autoridade também não deu sinal sobre a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em fevereiro, num total de US$ 6,431 bilhões.

Véspera

Na sessão anterior, o dólar caiu 0,5%, vendido a R$ 3,1756, na terceira baixa da semana.