ECONOMIA
Dólar sobe, de olho em cena política e com preocupações sobre a China
Mais uma vez, o BC não anunciou intervenção no câmbio. Na sexta-feira, a moeda fechou em queda de 1,04%, a R$ 3,503.
G1
09 de Maio de 2016 - 09:05
O dólar opera em alta nesta segunda-feira (9), em linha com os mercados no exterior e à espera de desdobramentos da crise política no Brasil. Mais uma vez, o Banco Central não anunciou intervenção no câmbio. Às 9h10, a moeda norte-americana subia 0,126% em relação ao real, cotada a R$ 3,5074 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.
No exterior, o dólar avançava em relação a moedas de outros países emergentes após dados da China mostrar que as exportações e importações caíram mais do que o esperado em abril, esfriando expectativas de recuperação da economia chinesa, de acordo com informações da Reuters.
No Brasil, o Senado vota na quarta-feira (11) o afastamento temporário de Dilma Rousseff que, se confirmado, levará o vice Michel Temer à presidência. Temer já indicou o ex-presidente do BC Henrique Meirelles como seu ministro da Fazenda, o que tem agradado o mercado.
Mais uma vez, o Banco Central não anunciou leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares, apesar de a moeda norte-americana ter voltado ao patamar de R$ 3,50, considerado por muitos operadores como o piso que o BC tentaria defender. Entenda como funciona a intervenção do BC no câmbio.
O dólar fechou em queda na sexta-feira (6), voltando a ser cotado abaixo de R$ 3,50, após o mercado alimentar expectativas de que os juros nos Estados Unidos vão demorar mais para subir diante da divulgação de dados ruins sobre o mercado de trabalho na maior economia do mundo.
A moeda dos EUA caiu 1,04% em relação ao real, cotada a R$ 3,503 na venda. Na semana passada, porém, o dólar acumulou alta de 1,83%. No ano, a moeda tem queda de 11,27% frente ao real.




