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Economia

Dólar tem segunda alta seguida e fecha a R$ 3,39

Moeda norte-americana avançou 1,12%, a R$ 3,394 na venda. Dólar bateu R$ 3,41 após dados fortes dos EUA e sem intervenção do BC.

G1

23 de Novembro de 2016 - 17:00

O dólar fechou em alta de mais de 1% nesta quarta-feira (23), se aproximando do patamar de R$ 3,40, em meio ao aumento da percepção de elevação de juros nos Estados Unidos e com a ausência do Banco Central brasileiro no mercado cambial.

A moeda norte-americana avançou 1,12%, a R$ 3,394, após ter batido em R$ 3,4120 na máxima do dia. Veja a cotação do dólar hoje.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, alta de 0,09%, a R$ 3,3595
Às 9h30, alta de 0,38%, a R$ 3,3691
Às 10h20, alta de 0,96%, a R$ 3,389
Às 11h20, alta de 0,74%, a R$ 3,3816
Às 11h40, alta de 1,49%, a R$ 3,4065
Às 12h10, alta de 1,5%, a R$ 3,407
Às 13h09, alta de 1,51%, a R$  3,4071
Às 13h30, alta de 1,5%, a R$  3,4075
Às 16h09, alta de 1,06%, a R$ 3,392
Às 16h4, alta de 0,99%, a R$ 3,3899

Cenário externo

Nesta quarta foi divulgado que as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 4,8% em outubro, muito acima da previsão em pesquisa Reuters de avanço de 1,5%, e que o índice de confiança do consumidor medido pela Universidade de Michigan foi a 93,8 em novembro, de 91,6 previsto em pesquisa Reuters.

"Os dados fortalecem a leitura de que os juros terão que subir nos Estados Unidos", comentou o operador de câmbio de uma corretora doméstica.

Segundo os analistas, as chances de elevação dos juros pelo Fed (o banco central dos EUA) na próxima reunião de dezembro subiram praticamente para 100%, destaca a Reuters.

Após o fechamento do mercado cambial à vista, o Fed divulgou a sua ata, sinalizando que os juros devem subir em dezembro. A maioria dos membros votantes e não votantes considerou bem-vinda uma alta de juros "relativamente em breve".

BC não interfere

Ajudou também na alta do dólar o fato de o BC brasileiro não ter atuado neste pregão. Na sessão passada, a autoridade encerrou a rolagem dos swaps tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - que vencem no dia 1º de dezembro e, à noite, não anunciou leilões para esta sessão.

"O BC acabou a rolagem (de swaps tradicionais) e está fora do mercado. Nos Estados Unidos, a agenda tem muitos indicadores importantes e que podem influenciar os ativos, o que faz os investidores ficarem na defensiva", comentou à Reuters o diretor de câmbio da Intercam Corretora de Câmbio, Jaime Ferreira.

A atuação mais intensa do BC nos últimos dias veio após a surpreendente vitória de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, nas eleições do dia 8 passado, que alimentou forte onda de aversão ao risco nos mercados globais com o temor de que sua política econômica possa ser inflacionária e pressionar o Federal Reserve, banco central do país, a elevar ainda mais os juros.

Com isso, além de o BC brasileiro fazer leilões de swaps tradicionais para rolagem, ele também vendeu novos contratos, elevando o estoque. Nesta semana, no entanto, ele apenas fez leilões para rolagem.

"Não está previsto nenhum leilão para hoje e amanhã é feriado lá fora, o que traz esse movimento defensivo global", comentou à Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, referindo-se ao feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, que manterá os mercados financeiros locais fechados.