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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 19 de Fevereiro de 2026

ECONOMIA

Em recuperação judicial, indústria de fertilizantes também enfrenta dificuldades

A Solos ainda está funcionando, mais de forma lenta, instalada num galpão de 4 mil metros de área construída ao lado do lixão, em terreno de 2 hectares

Flávio Paes/Região News

14 de Setembro de 2015 - 09:12

A Rio Pardo Bioenergia não é a única indústria instalada na cidade que passa por turbulência financeira. A Solos Fertilizantes Organomineral, está há alguns meses sob recuperação judicial (uma espécie de moratória) e enfrenta demandas judiciais com produtores que pagaram adiantado pelo fertilizante e a empresa não honrou o compromisso de fornecimento. Um deles é Rodrigo Basso (filho do prefeito Ari Basso), que obteve liminar para seqüestrar mais de 890 toneladas armazenados pertencentes ao dono da Solos.

A Solos ainda está funcionando, mais de forma lenta, instalada num galpão de 4 mil metros de área construída ao lado do lixão, em terreno de 2 hectares. Em 2013, quando começou a operar, chegou a anunciar a venda antecipada de 20 toneladas de adubo. A empresa investiu R$ 4,5 milhões na unidade. A fábrica usa cama de frango, abundante nos aviários do município. Os fertilizantes com esta formulação são 20% mais baratos que os adubos químicos e oferecem os mesmos resultados.

Projetos frustrados

A questão econômica até agora travou outros investimentos planejados para Sidrolândia. É o caso de uma torrefadora de café que chegou a receber incentivos fiscais do Governo do Estado. Faltaria apenas a concessão da Associação Brasileira da Indústria de Café. A indústria teria capacidade de industrializar 7 mil quilos por dia. Hoje haveria em torno de 100 hectares de café cultivados no município. Também foi descartada a instalação de uma fábrica de macarrão.