ECONOMIA
Emprego na indústria cai 0,7% em julho, pelo 7º mês seguido, diz IBGE
Frente a julho de 2014, recuo é o maior desde julho de 2009. Nos 7 meses do ano, o emprego nas fábricas acumula baixa de 5,4%.
G1
18 de Setembro de 2015 - 08:29
O emprego na indústria caiu pelo sétimo mês seguido. Em julho, o recuo foi de 0,7% na comparação com junho, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (18).
Na comparação com julho de 2014, o emprego industrial mostrou queda de 6,4%, 46º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde julho de 2009 (-6,7%). Nos sete primeiros meses do ano, o emprego nas fábricas brasileiras acumula baixa de 5,4% e, em 12 meses, de 4,9%.
Setores
Houve redução em 17 dos 18 ramos pesquisados na comparação com julho de 2014. As principais pressões negativas vieram de meios de transporte (-11,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,1%), máquinas e equipamentos (-9,1%), produtos de metal (-10,7%), alimentos e bebidas (-2,8%), outros produtos da indústria de transformação (-10,1%), borracha e plástico (-6,0%), calçados e couro (-7,5%), vestuário (-5,1%), metalurgia básica (-7,2%), minerais não-metálicos (-4,6%), produtos têxteis (-5,4%), papel e gráfica (-4,4%), indústrias extrativas (-4,7%) e madeira (-6%).
Por outro lado, o setor de produtos químicos (0,0%) foi o único que não mostrou resultado negativo no mês de julho. Já no acumulado dos sete meses, os 18 setores pesquisados mostraram taxas negativas.
Salários
O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria recuou 1,8% em relação a junho, eliminando o avanço de 1,3% assinalado em junho, segundo o IBGE, influenciada tanto pelo setor extrativo (-22,3%), que devolveu parte da expansão de 31,2% observada no mês anterior em função do pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa do setor", como da indústria de transformação (-0,4%), apresentando taxa negativa pelo sétimo mês seguido.
Na comparação com julho de 2014, o valor da folha de pagamento real mostrou queda de 7%, 14ª taxa negativa consecutiva para o período. No índice acumulado para os sete meses de 2015, o valor da folha de pagamento real da indústria assinalou redução de 6,3%.
Horas pagas
Em julho, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria recuou 1,2% sobre junho.




