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ECONOMIA

Governo vai usar economia de R$ 500 milhões com a dívida para pagar o 13°

Em janeiro o estado volta a pagar 5,5% do valor da parcela chegando aos 24 meses já com parcela cheia.

Flávio Paes/Região News

21 de Agosto de 2016 - 21:55

A renegociação da dívida do Estado com a União, que alongou em 20 anos o prazo e suspendeu até dezembro o pagamento das parcelas, vai garantir uma economia de R$ 500 milhões até o final do ano, segundo os cálculos do secretário de Fazenda, Márcio Monteiro.

“Pela Lei 9496/1997 vigente até março de 2016, o Estado vinha pagando mensalmente à União o equivalente a 15% da Receita Líquida Real (RLR), ou cerca de R$ 107,8 milhões mensais. Com a repactuação, teremos economizado até janeiro de 2017, cerca de R$ 500 milhões. Esse recurso não significa economia propriamente dita, mas vai dar fôlego ao Estado, que a duras penas vem mantendo o equilíbrio fiscal, permitindo o pagamento do 13º salário dos servidores e investimentos na saúde, educação e segurança pública, que são nossas prioridades”, declarou Monteiro.

Assinado no dia 20 de junho de 2016, o acordo com a União prevê o alongamento das dívidas estaduais em mais 20 anos; a suspensão do pagamento das parcelas mensais do débito até o fim de 2016; e o escalonamento recalculado. Em janeiro o estado volta a pagar 5,5% do valor da parcela chegando aos 24 meses já com parcela cheia.

“Em julho de 2018 estaremos pagando parcela cheia. Vale lembrar que esse 100% é um valor menor dos atuais R$ 107,8 milhões, uma vez que houve alongamento da dívida em 20 anos. As prestações passarão a ser pagas pelo sistema Price de amortização, e não mais pelo limite de comprometimento de 15% da RLR. Isso representa uma redução de aproximadamente R$ 80 milhões mensais nos pagamentos, saindo dos atuais R$ 107,8 milhões para estimados R$ 27 milhões”, explicou o secretário.

Sobre os valores que deixaram de ser pagos a partir da concessão da medida liminar pelo STF em abril, a qual autorizou a alguns Estados, entre os quais MS, a suspender dos pagamentos da divida entre abril e junho de 2016, ficou estabelecido que essas parcelas serão honradas em 24 prestações, a partir de julho de 2016, no valor de R$ 13,6 milhões por mês.

“O Governo do Estado já assinou o convênio com a União, já aderimos ao plano e começamos a pagar a parte do período de suspensão. Contudo, com a sanção da Lei, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) deve estar chamando os estados para repactuar o acordo. Então, ainda temos algumas etapas antes de finalizar as negociações. O mais importante é que nesse tempo de dois anos o Estado precisa fazer seu dever de casa para que possamos no futuro, quando essa dívida tiver que voltar a ser paga em sua integralidade, estar em uma situação muito melhor”, encerrou Monteiro.