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Economia

Inflação sobe 0,69% em fevereiro, com reajuste de mensalidades escolares

Em janeiro, os preços tinham subido 0,55%, a menor taxa de crescimento para meses de janeiro desde 2009.

UOL

12 de Março de 2014 - 13:19

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo), fechou o mês de fevereiro com alta de 0,69%, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (12).

Em janeiro, os preços tinham subido 0,55%, a menor taxa de crescimento para meses de janeiro desde 2009. Em fevereiro do ano passado, a inflação tinha aumentado 0,6%.

Nos últimos 12 meses, alta acumulada dos preços é de 5,68%. Considerando a inflação acumulada em janeiro e fevereiro, o índice tem alta de 1,24%, uma taxa menor do que a registrada para janeiro e fevereiro do ano passado (1,47%).

A meta do governo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas há tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%).

O IPCA mede a inflação para as famílias com renda de um a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, além do município de Goiânia e de Brasília.

Reajuste de mensalidades puxou alta dos preços

De acordo com o IBGE, o IPCA de fevereiro concentrou o aumento dos preços das mensalidades dos colégios. Com isso, o grupo educação fechou o mês com alta de 5,97%.

Também foi destaque de alta o preço dos artigos de residência, que subiram 1,07%, depois de uma alta de 0,49% em janeiro. Os preços dos eletrodomésticos, por exemplo, subiram 1,78%.

No grupo de habitação, que teve alta de 0,77% em fevereiro, o preço do aluguel teve o maior impacto, subindo 1,2%; seguido por mão-de-obra para pequenos reparos, com alta de 0,99%; condomínio, com alta de 0,8%; e energia elétrica, que subiu 0,63%.

Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,48% em janeiro para 0,74% em fevereiro) e Comunicação (de 0,03% para 0,08%) também tiveram resultados superiores aos do mês anterior.

Preços de transporte e alimentação sobem menos que em janeiro

Quatro dos grupos analisados pelo IBGE subiram menos que em janeiro. O item de despesas pessoais, por exemplo, subiu 0,69% em fevereiro, menos do que o 1,72% de janeiro.

O item empregados domésticos, que entra na categoria de despesas pessoais subiu 1,4%. Por outro lado, o reajuste dos preços dos cigarros, que foi de 7,79% em janeiro, já foi incorporado, e o item apresentou leve queda de 0,06% em fevereiro.

A categoria de alimentação e bebidas também subiu menos que em janeiro, saindo de alta de 0,84% para uma de 0,56% em fevereiro. Segundo o IBGE, os alimentos comprados para serem consumidos em casa subiram menos no mês passado.

Passagens aéreas caem 20% e puxam baixa de transportes

Os preços das categorias de vestuário e transportes caíram em fevereiro. As passagens aéreas foram o destaque, com queda de 20,55%, puxando a leve baixa de 0,05% da categoria transporte.

Por outro lado, o reajuste das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, que foi de 9%, foi o único responsável pela inflação do item "ônibus urbano", que registrou alta de 1,29%.

Quanto aos combustíveis, enquanto os preços do litro do etanol se elevaram em 1,87%, a gasolina ficou relativamente estável em 0,04%.

INPC sobe 0,64% em fevereiro e 5,38% em 12 meses

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) apresentou variação de 0,64% em fevereiro e ficou próximo do resultado de 0,63% de janeiro. Nos dois primeiros meses do ano, a variação foi de 1,27% abaixo da taxa de 1,44% de igual período de 2013.

Considerando os últimos doze meses o índice ficou em 5,38%, acima da taxa de 5,26%, dos doze meses anteriores. Em fevereiro de 2013 o INPC foi de 0,52%.

Os produtos alimentícios aumentaram 0,39% em fevereiro, enquanto os não alimentícios subiram 0,75%. Em janeiro, os resultados haviam sido 0,86% e 0,53%, respectivamente.

O INPC se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.