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ECONOMIA

INSS pede prova de vida aos idosos para continuar pagando os benefícios

A utilização da “prova de vida” recomeçou em 2012, após indícios de pagamentos para pessoas mortas e benefícios pagos duas vezes ao mesmo contribuinte.

Agência CNM

21 de Janeiro de 2014 - 16:29

Mais de 4,7 milhões de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) têm até o dia 28 de fevereiro para provarem que estão vivos. A medida é necessária para que continuem a receber o benefício. Este prazo não deve ser prorrogado, como ocorreu em agosto do ano passado.

Estima-se que 15% dos assegurados ainda não realizaram o procedimento de cadastro da senha. Apesar disto, o governo insiste na necessidade de uma prova de vida, apesar de dificuldades envolvendo idosos impossibilitados de comparecer às agências bancárias para realizar o procedimento.

Existe a opção de contratar um procurador e cadastrá-lo no INSS, mas mesmo com esta alternativa, o idoso ainda tem que sair de casa mesmo com doenças ou dificuldades de locomoção. A utilização da “prova de vida” recomeçou em 2012, após indícios de pagamentos para pessoas mortas e benefícios pagos duas vezes ao mesmo contribuinte.

Segundo o professor da UnB (Universidade de Brasília) José Matias-Pereira, especialista em administração e finanças públicas, não existe questionamento sobre a necessidade do recadastramento, porém este processo precisa ser realizado de forma mais humana.

A sugestão do professor é que agentes do banco ou do INSS visitem as casas dos idosos com dificuldades de locomoção ou enfermidades para o recadastramento.