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Economia

Longen alerta que recorde na arrecadação descarta criação de mais imposto

Daniel Pedra

25 de Fevereiro de 2011 - 08:00

Os dados divulgados pela Receita Federal do Brasil, que atestam recorde de arrecadação de tributos federais no mês de janeiro que somaram R$ 91,07 bilhões, é um forte indicativo que o país não precisa de mais impostos e sim de um novo modelo de gestão pública. A avaliação é do presidente da Fiems, Sérgio Longen, e demonstra a preocupação do setor produtivo com os rumores de que a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) deve voltar a ser debatida ainda este semestre no Congresso Nacional.

 

O resultado foi o melhor para meses de janeiro e o segundo melhor da história. Se comparado a janeiro do ano passado, este desempenho representa um crescimento real de 15,34%. “Não é aceitável que o Governo tente penalizar ainda mais o empresário e o cidadão. Chega de tanto imposto. Necessitamos, sim, de investimentos urgentes em áreas estratégicas, como logística e infra-estrutura, além da saúde”, argumentou Sérgio Longen.

 

A situação não é diferente no Mato Grosso do Sul. Em janeiro a arrecadação dos tributos federais atingiu R$ 232 milhões, aumento de 154% em relação a dezembro do ano passado e de 70,7% quando comparado com janeiro de 2010. Isso sem contabilizar os impostos estaduais. “Os recursos existem. Não há argumento, nem justificativa e tampouco projetos estruturais em discussão que sustentem a criação de mais impostos”, contestou o presidente da Fiems.

 

Nesse sentido, Sérgio Longen reforça a tese de que a gestão empresarial precisa ser aplicada na administração pública. “O equilíbrio entre receita e despesa não pode ser apenas figura de retórica, mas efetivamente o compromisso com a aplicação criteriosa dos recursos arrecadados com os impostos que todos pagamos. E pagamos muito”, desabafou o líder empresarial.