Logomarca

Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 16 de Outubro de 2021

Economia

Longen diz que ajuste fiscal do Governo é sinal de novo modelo de gestão

O presidente da Fiems destaca que o corte de gastos sempre foi uma medida defendida pelo setor privado para o equilíbrio das contas públicas

Daniel Pedra/Região News

10 de Fevereiro de 2011 - 16:09

Longen diz que ajuste fiscal do Governo é sinal de novo modelo de gestão
Longen diz que ajuste fiscal do Governo - Foto: Daniel Pedra

O corte de R$ 50 bilhões no orçamento federal de 2011, o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), anunciando pelo ministro Guido Mantega, é um sinal evidente, na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, de que o Governo Dilma Rousseff começa a buscar os instrumentos de gestão para promover o equilíbrio e manter o controle sobre os gastos públicos, notadamente com o custeio da máquina administrativa.

O Governo também anunciou uma auditagem na Folha de Pagamento. “A contratação da Fundação Getúlio Vargas para realizar esta auditoria e também do empresário Jorge Gerdau, que já está elaborando um Plano de eficiência de gestão pública para este Governo, indicam uma mudança de rumo no modelo administrativo”, identificou Longen.

O líder empresarial lembra que, ao contrário de anunciar aumento de impostos, o Governo está promovendo o corte de gastos, medida que sempre foi a base de todas as propostas defendidas pelo setor privado para o equilíbrio das contas públicas, controle dos juros e da inflação.

Ajuste

O ajuste fiscal prevê um aumento nominal de 13,8% das receitas e de apenas 2,8% das despesas. A expectativa do Governo é que as receitas cresçam em termos reais 7,77%, e as despesas tenham uma queda de 2,65%.

Entre as medidas já anunciadas, estão a suspensão de todos os concursos públicos para este ano e a não nomeação de candidatos já aprovados (40 mil), além de um corte de 50% nas despesas com viagens e diárias. Também está proibida a compra de imóveis e veículos para uso administrativo.

Há indicativo de que sejam mantidos apenas R$ 3 bilhões dos R$ 21 bilhões em emendas apresentadas pelos parlamentares. As medidas devem atingir o BNDES, que terá orçamento reduzido em relação ao de 2010 e será obrigado a oferecer financiamentos com subsídio menor do Tesouro.