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ECONOMIA

Produção de veículos cai 7% em março ante 2014, aponta Anfavea

1º trimestre fecha em baixa de 16,2%, com 663,10 mil unidades. Foram fabricadas 253,6 mil unidades em março de 2015

G1

07 de Abril de 2015 - 07:57

A produção de automóveis, ônibus e caminhões no Brasil registrou queda de 7% em março, apontou a associação das fabricantes (Anfavea) nesta terça-feira (7). No período, foram produzidas 253,6 mil unidades, frente a 272,8 mil no mesmo mês de 2014. Em comparação a fevereiro, quando a indústria teve 206,3 mil veículos produzidos, houve crescimento de 22,9%.

Trimestre 'extremamente ruim'

De janeiro a março, o setor produziu 663,10 mil veículos, o que representa queda de 16,2% no acumulado, ao comparar com o mesmo período de 2014, que chegiu a 791,67 mil veículos.

"Foi extremamente ruim", resumiu o presidente da Anfavea, Luiz Moan. As vendas caíram 17% no primeiro trimestre, em conformidade com o que foi divulgado pela federação dos concessionários, a Fenabrave, no último dia 1º.

Previsões mais pessimistas para o ano

Com o desempenho abaixo do esperado, a Anfavea reviu as previsões para o ano. Em dezembro passado, a entidade estimou alta de 4,1% na produção, com 3,276 milhões de unidades, e vendas estáveis em 2015.

No entanto, as novas estimativas da associação esperam queda de 10% na produção total, sendo 9,3% de baixa, para carros, e 22,5%, no setor de caminhões e ônibus. Em relação às vendas, a queda prevista é de 13,2% no total, com 12,3% em carros e 31,5%, no caso de caminhões e ônibus.

Caminhões têm grande queda

A associação dos fabricantes destacou a queda nas vendas de caminhões no Brasil. De acordo com a entidade, houve queda 46,7% entre março de 2015, com 7.374 unidades produzidas, e o mesmo mês de 2014, quando 13.844 caminhões foram produzidos.  Na comparação anual, a baixa é de 49,3%, já que a indústria registrou 21.696 caminhões fabricados no 1º trimestre de 2015, contra 42.794 unidades no mesmo período de 2014.

Testes com a nova gasolina

Anfavea diz que já terminou os testes de durabilidade dos motores a gasolina com o percentual de etanol aumentado e enviou o relatório ao grupo de trabalho interministerial, que fará análise e tirará conclusões. O grupo deveria se reunir nesta terça-feira, mas o encontro foi adiado.

"Aceitamos o desafio e fizemos os testes de forma acelerada, isto quer dizer que dividimos entre as montadoras", disse Moan.