ECONOMIA
Reinaldo diz que protesto é legítimo, mas redução de ICMS só em junho
G1
26 de Fevereiro de 2015 - 11:00
Ao participar do lançamento de um evento na Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), nesta manhã, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que considera legítima a paralisação nacional promovida pelos caminhoneiros, mas somente em junho definirá a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do óleo diesel, principal reivindicação do setor.
Segundo o governador, a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) estuda um momento em que seja possível diminuir a aliquota do diesel, sem comprometer a arrecadação e gerando aumento do consumo.
Essa onda de protestos gera instabilidade e desabastecimento, mas é legítima. Percebemos que é preciso diminuir tributos para aumentar o consumo. Aqui em Mato Grosso do Sul, vamos fazer a nossa parte diminuindo o ICMS. Queremos destravar o setor de transporte, mas para isso, precisamos criar um ambiente favorável para baixar a alíquiota sobre o diesel, mas também aumentar o consumo, comentou o governador.
Apesar de elencar os prejuízos da paralisação dos transportadores depois de participar de reunião em Brasília, na CNI (Confederação Nacional da Indústria), nesta quarta-feira (25), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, disse hoje (26), que as reivindicações são justas e necessárias. Estamos acompanhando a questão do protesto. Nós do setor de indústrias não concordamos em pagar as contas do governo, por meio do aumento de impostos, disse Longen, ao se referir ao Governo Federal.
A discussão acerca da paralisação, que já se estende por seis dias, e seus impactos no setor industrial ocorreu, na Fiems, durante o lançamento do MS Florestal (4º Congresso Florestal de MS), que acontecerá entre 13 e 15 de abril, em Campo Grande. Segundo Longen, o protesto gera aumento do custo de transporte e interrupção de linhas de produção, além de perdas de produtos perecíveis.




