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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sexta, 22 de Outubro de 2021

Economia

Tesouro ameaça cortar verbas federais se MS não conter gastos

Conjuntura On-line

08 de Abril de 2011 - 16:22

O governador André Puccinelli (PMDB) recebeu um alerta da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) para o risco de Mato Grosso do Sul sofrer sanções na liberação de recursos e no pagamento da dívida externa em função dos gastos com a folha de pagamentos.

A principal recomendação é que o governador não conceda este ano qualquer reajuste nos salários, para conter o crescimento das despesas com pessoal.

Os técnicos que estiveram analisando as contas do Estado até a quarta-feira (06) deixaram claro que a análise preliminar já demonstra que os limites estão sendo ultrapassados.

Diante desses números e em função das projeções iniciais relacionadas a perdas provocadas pelas chuvas na agricultura e na pecuária, o Conselho de Secretários, responsável pelo controle das contas públicas, voltou a recomendar contenção de gastos na administração estadual.

“Vamos aguardar informações e análises mais concretas para podermos encaminhar decisões. O impacto das perdas na arrecadação está sendo avaliado, ao mesmo tempo tem essa questão da STN e temos ainda o comportamento da economia como um todo, que também nos orienta nas decisões de mais longo prazo”, afirmou o governador.

Conselho de Secretários

O Conselho de Secretários, formado pelos titulares das pastas da Fazenda, Administração e Planejamento, já havia recomendado, no começo do ano que o governo avaliasse a possibilidade de não conceder reajustes este ano (reajuste zero), para não comprometer o equilíbrio das contas públicas, revendo também metas de investimento.

“Uma coisa é certa. Mato Grosso do Sul não pode perder o equilíbrio de suas contas, conquistado no mandato passado. Vencemos o déficit estrutural, implantamos uma nova mentalidade, pagando em dia nossas contas, inclusive com o funcionalismo, coisa que nenhum outro governo tinha feito até hoje por quatro anos. Não abrimos mão disso. Eu nem penso em tomar medidas que levem os servidores a serem humilhados na fila para tomar empréstimo, ou, mais grave ainda, sendo cobrados porque o salário está atrasado. O que vamos fazer para a frente, dependerá agora das novas análises", declarou André.