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Esporte

Após Bolsonaro defender volta, Witzel se manifesta contra jogos ou treinos: "Pandemia ainda é grave"

Governador do Rio de Janeiro, que se recupera do coronavírus, afirma que momento não é adequado para retornar atividades no futebol. Flamengo teve autorização frustrada para abreviar retorno

GloboEsporte

19 de Abril de 2020 - 16:40

Quase em campos opostos no combate ao coronavírus, o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, se manifestaram de lados diferentes sobre possível retorno aos jogos e treinos de futebol. No Rio, Witzel, que prolongou a quarentena até o fim de abril, disse que não é o momento adequado para a volta das atividades.

Em recuperação de coronavírus, o governador defendeu o período de distanciamento social para evitar a propagação da pandemia do novo coronavírus. No sábado, Bolsonaro lembrou os altos custos de folhas salariais de alguns times do país - citou Flamengo e Palmeiras - e disse que "tem time aí que já praticamente vai decretar falência".

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, decretou quarentena até o fim de abril, por enquanto — Foto: Fred Gomes

Witzel recebeu pedido do Flamengo para avaliar retorno aos treinos. O clube da Gávea pretendia voltar as atividades nesta próxima segunda-feira, mas não conseguiu autorização do governo do estado.

- Eu quero me manifestar absolutamente contrário à realização de jogos de futebol ou treinos. A pandemia ainda é grave e considero que neste momento não é adequado para a saúde e a segurança dos atletas ou de todos aqueles envolvidos nos jogos e treinamentos - ressaltou.

Enquanto isso, a CBF adiou a publicação de seu protocolo nacional em meio a rumores de flexibilização da quarentena com a troca no Ministério da Saúde. Luiz Henrique Mandetta foi substituído no comando da pasta por Nelson Teich.