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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 23 de Setembro de 2020

Esporte

Com novo técnico, busca por reforços e incertezas política e esportiva, Cruzeiro completa um mês sem jogos

Dias sem futebol têm sido marcados por busca por contratações pontuais e incerteza sobre retorno de treinos e partidas da equipe cruzeirense

GloboEsporte

15 de Abril de 2020 - 13:55

No dia 15 de março, o Cruzeiro perdia por 1 a 0 para o Coimbra, no Independência, e via as saídas do técnico Adilson Batista e do diretor de futebol, Ocimar Bolicenho, serem consumadas. Depois disso, o time parou, assim como todo o futebol brasileiro, devido à pandemia do novo coronavírus. Mas os bastidores cruzeirenses continuaram movimentados. Mesmo com a incerteza da volta aos treinos e às partidas.

O Cruzeiro ainda não tem uma definição do seu futuro esportivo. As férias dos jogadores, inicialmente previstas até 20 de abril, foi prorrogada até 30 deste mês. A partir do retorno, atletas e funcionários terão um corte de 25% dos salários, até que o calendário do futebol seja normalizado. O cenário é de incertezas dentro do clube.

Contratado para o lugar de Adilson, Enderson Moreira não entrou de férias, assim como os jogadores, e trabalha diariamente, analisando o atual elenco e também sugestões de jogadores buscados no mercado. Um deles já é certo: o meia Régis, que assinará por um ano, com possibilidade de ampliação por mais um. O trabalho é conjunto com o diretor de futebol, Ricardo Drubscky, e Carlos Ferreira, gestor do futebol.

Mas mais reforços chegarão. O Cruzeiro ainda busca um lateral esquerdo, um direito e um atacante. Pelo menos. O trabalho da diretoria tem sido mapear os alvos e iniciar os contatos para tentar a contratação. Mas nenhuma delas será efetivada até que se tenha certeza de quando o futebol voltará à normalidade.

Uma opção de reforços para o Cruzeiro é de atletas que já pertencem ao clube. Um deles é Dodô, que ainda tem uma situação judicial a ser resolvida, mas há conversas para o jogador voltar a treinar e jogar pela Raposa. Outra situação bem encaminhada é a volta de empréstimo do lateral Patrick Brey, que poderá ser aproveitado no meio. O goleiro Lucas França, emprestado ao Ceará até maio, também volta. O lateral Victor Luiz e os atacantes Laércio e Zé Eduardo, emprestados ao Villa Nova-MG, têm situações sendo analisadas.

Política

Continua conturbada. Com eleições mantidas para 21 de maio, mesmo com a previsão de ser um mês crítico em relação ao coronavírus, o Cruzeiro ainda não tem definidas as candidaturas para presidente. A única certa é do advogado Sérgio Santos Rodrigues. Os conselheiros Giovanni Baroni e Ronaldo Granata sinalizaram que irão também concorrer, mas ainda não oficializaram as chapas.

O certo é que a situação política do Cruzeiro está longe de ser calma. O conselho gestor iniciou a transição para o novo presidente, mas mantém a opinião de que, neste momento, não seria prudente fazer uma eleição em maio. Na opinião do núcleo, o ideal era realizar o pleito apenas em outubro, com o conselho gestor trabalhando até o fim do ano e o novo mandatário ficando no cargo por três anos, a partir de janeiro.