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Cenoura dispara e tangerina lidera queda nos preços na Ceasa-MS

Levantamento aponta variações expressivas na última semana, com impacto da oferta e clima nas cotações.

Capital News

22 de Abril de 2026 - 16:34

Cenoura dispara e tangerina lidera queda nos preços na Ceasa-MS
Divulgação/PM Três Lagoas

A Ceasa-MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) divulgou nesta terça-feira (21) a cotação dos alimentos referente ao período de 13 a 18 de abril, com destaque para a alta da cenoura, que subiu 8,3%, e a queda da tangerina ponkan, que recuou 14,3%.

A caixa de 20 quilos de cenoura passou de R$ 110 para R$ 120. Segundo a Ceasa, a oferta segue limitada, com produtores enfrentando problemas no calibre das raízes e aumento de distúrbios fisiológicos, o que impacta a qualidade e dificulta a comercialização.

Já a tangerina ponkan teve queda significativa, com a caixa de 18 a 20 quilos passando de R$ 80 para R$ 70. A boa qualidade das frutas e a maior disponibilidade, impulsionada pelo avanço da safra, pressionaram os preços para baixo — tendência que deve continuar nas próximas semanas.

Altas puxadas por menor oferta

Outros produtos também registraram aumento. O abacate subiu 6,67% (de R$ 70 para R$ 75), reflexo da menor oferta local e dependência de outros estados, como São Paulo, o que eleva custos logísticos.

A goiaba vermelha teve alta de 7,69% (de R$ 60 para R$ 65), com redução da produção tanto em Mato Grosso do Sul quanto em São Paulo, cenário que pode pressionar ainda mais os preços.

A batata inglesa subiu 5,88% (de R$ 170 para R$ 180), influenciada pelo clima, com altas temperaturas em fevereiro e chuvas abaixo da média, que reduziram a oferta.

Já a melancia graúda teve aumento de 3,33%, passando de R$ 2,90 para R$ 3 o quilo, acompanhando a diminuição gradual da oferta nacional.

Quedas com maior disponibilidade

Entre os produtos em queda, a alface crespa teve redução de 9,03% (de R$ 60 para R$ 55 a caixa), favorecida pelas condições climáticas que aumentaram a produção.

O mamão formosa caiu 6,67% (de R$ 80 para R$ 75), com maior oferta vinda de São Paulo, ampliando a disponibilidade no mercado.

O quiabo recuou 7,61% (de R$ 140 para R$ 130), impulsionado pela retomada da produção com o aumento das temperaturas e melhora na qualidade.

A maior queda foi do tomate saladetti, que despencou 14,29% (de R$ 160 para R$ 140 a caixa), com aumento da oferta, principalmente do Paraná, e melhores condições de maturação. Apesar disso, a expectativa é de que os preços voltem a subir nas próximas semanas com a redução gradual da oferta.