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Maracaju

Mapa coloca Maracaju como município mais rico do agronegócio do Estado

ara ocupar essa posição, Maracaju teve uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 3,3 bilhões

A Crítica

06 de Janeiro de 2022 - 08:00

Mapa coloca Maracaju como município mais rico do agronegócio do Estado
O sul-mato-grossense deixou para trás outros 13 do Estado: Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados, Rio Brilhante, Caarapó, Aral Moreira, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul, Nova Alvorada do Sul, Itaporã, Naviraí e Laguna Carapã - Foto: Divulgação

Maracaju é o município mais rico do agronegócio de Mato Grosso do Sul e o 8º do Brasil, conforme Nota Técnica nº 01-2022, do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que identificou os 100 municípios mais ricos do agronegócio do País com base em análise dos dados da PAM (Produção Agrícola Municipal) referente a 2020 e o PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019. O município sul-mato-grossense deixou para trás outros 13 do Estado: Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados, Rio Brilhante, Caarapó, Costa Rica, Aral Moreira, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul, Nova Alvorada do Sul, Itaporã, Naviraí e Laguna Carapã.

Para ocupar essa posição, Maracaju teve uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 3,3 bilhões e um PIB de R$ 2,5 bilhões em 2019, ficando bem à frente de Ponta Porã, que teve uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 2,3 bilhões e PIB de R$ 3,2 bilhões em 2019. Já na comparação com Sidrolândia, que é o município vizinho mais próximo de Maracaju, a diferença foi ainda maior, pois a produção em 2020 sidrolandense foi de valor estimado de R$ 2 bilhões e PIB de R$ 1,9 bilhão em 2019, ou seja, menos da metade em relação com Maracaju, tanto na produção, quanto no PIB.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Maracaju, Fábio Caminha, esses dados são motivo para parabenizar os produtores rurais do município pelo trabalho que eles vêm fazendo ao longo dos anos. "O produtor rural de Maracaju realmente investe em tecnologia, faz o dever de casa bem feito e, graças a isso, temos conseguido bons resultados, tanto na produção da soja, quanto na produção de milho. Tenho um sentimento de gratidão por todos os produtores rurais do município. A agricultura, de uma maneira geral, é uma indústria a céu aberto, estamos sempre dependendo muito do clima e, quando a gente consegue obter bons resultados com o nosso trabalho do dia a dia, é motivo de muita alegria", declarou.

Mapa coloca Maracaju como município mais rico do agronegócio do Estado
O presidente do Sindicato Rural de Maracaju, Fábio Caminha

Ainda conforme Fábio Caminha, o produtor rural de Maracaju é diferenciado, pensando não só em Mato Grosso do Sul, mas em nível de Brasil. "O produtor rural daqui investe muito em tecnologia, temos aqui dentro de casa a Fundação MS, gosto sempre de frisar isso, pois nos dá bastante apoio por meio das pesquisas que ela realiza, pois são experimentos cujo os resultados são utilizados diretamente pelos produtores rurais no campo. A Fundação MS conclui as pesquisas voltadas para o nosso Estado e já repassa para os produtores e isso tem contribuído para que possamos ter essa liderança", garantiu.

O presidente do Sindicato Rural reforça que o espírito do produtor rural do município de estar sempre buscando investir em tecnologia, seja ela na produção, com investimento em fertilidade do solo e novas variedades, seja em maquinário de última geração, coloca Maracaju sempre na vanguarda do agronegócio. "É um orgulho para nós e esse desempenho reflete também na sociedade de Maracaju, pois a nossa cidade vem crescendo com o agronegócio, que é o motor da economia do município, como pode ser visto nos outros segmentos econômicos da cidade", finalizou.

Mais dados - Para chegar ao ranking dos 100 municípios mais ricos do Brasil, o Mapa utilizou duas classificações: pelo valor da produção das lavouras permanentes e temporárias de 2020 e pelo PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019. A maior parte dos municípios com maior valor da produção situa-se em Mato Grosso (36 municípios), Mato Grosso do Sul (14 municípios), Goiás (10 municípios), Bahia (9 municípios), Minas Gerais (8 municípios), São Paulo (6 municípios), Paraná (4 municípios), Pará (4 municípios), Rio Grande do Sul (2 municípios), Maranhã (2 municípios), Piauí (2 municípios), Pernambuco (1 município), Brasília (1 município) e Tocantins (1 município).

"O produtor rural de Maracaju realmente investe em tecnologia, faz o dever de casa bem feito e, graças a isso, temos conseguido bons resultados, tanto na produção da soja, quanto na produção de milho", destaca o presidente

Os 100 municípios classificados geraram em 2020 um valor da produção de R$ 151,2 bilhões, 32% do total, estimado em R$ 470,5 bilhões. O destaque desses municípios se dá pelo elevado valor da produção agropecuária e pelo valor do PIB municipal. Principalmente no Mato Grosso, onde a agropecuária tem participação relevante no PIB do Estado, estimada em 21,36%. Em Sorriso, que é o líder na geração de valor, a agropecuária representa 26,65% do PIB do município, e Sapezal, líder na produção de algodão, representa 53,17% do valor do PIB municipal.

Nesse exemplo, mais da metade do PIB municipal provém da agropecuária, sendo que nos Estados da Região Norte a agropecuária também tem participação elevada no PIB – em Rondônia de 13,9% e em Tocantins 14,17%. Soja, algodão e milho são os principais produtos responsáveis pelo sucesso desses municípios, pois carregam elevados níveis de tecnologia e de produtividade. Do valor da produção obtido pelo município de Sorriso em 2020, 52% foi obtido pela soja e 35% pelo milho. São Desidério (BA), segundo maior produtor de algodão herbáceo, teve 38,3% de seu faturamento proveniente deste produto. O município de Sapezal, maior produtor de algodão herbáceo do país, teve 35,5% de seu faturamento vindo da soja e 54,4% do algodão herbáceo.

Confira abaixo o ranking de Mato Grosso do Sul:

1º - Maracaju, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 3,3 bilhões e PIB de R$ 2,5 bilhões em 2019 (IBGE)

2º - Ponta Porã, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 2,3 bilhões e PIB de R$ 3,2 bilhões em 2019 (IBGE)

3º - Sidrolândia, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 2 bilhões e PIB de R$ 1,9 bilhão em 2019 (IBGE)

4º - Dourados, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 1,67 bilhão e PIB de R$ 9,5 bilhões em 2019 (IBGE)

5º - Rio Brilhante, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 1,60 bilhão e PIB de R$ 2,3 bilhões em 2019 (IBGE)

6º - Caarapó, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 1,2 bilhão e PIB de R$ 1,2 bilhão em 2019 (IBGE)

7º - Costa Rica, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 1,1 bilhão e PIB de R$ 1,5 bilhão em 2019 (IBGE)

8º - Aral Moreira, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 1 bilhão e PIB de R$ 505,8 milhões em 2019 (IBGE)

9º - São Gabriel do Oeste, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 941,5 milhões e PIB de R$ 1,5 bilhão em 2019 (IBGE)

10º - Chapadão do Sul, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 922,4 milhões e PIB de R$ 1,8 bilhão em 2019 (IBGE)

11º - Nova Alvorada do Sul, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 870,2 milhões e PIB de R$ 1,54 bilhão em 2019 (IBGE)

12º - Itaporã, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 785,2 milhões e PIB de R$ 918,5 milhões em 2019 (IBGE)

13º - Naviraí, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 764,9 milhões e PIB de R$ 1,9 bilhão em 2019 (IBGE)

14º - Laguna Carapã, com uma produção em 2020 no valor estimado de R$ 758,4 milhões e PIB de R$ 491,9 milhões em 2019 (IBGE)