SIDROLÂNDIA- MS
Mães denunciam baldeação, superlotação e falta de monitores no transporte escolar do Cantagalo
Elas pediram o apoio dos vereadores para que intercedam junto ao prefeito Rodrigo Basso cobrando revisão das mudanças implementadas
Redação/Região News
02 de Março de 2026 - 21:10

Mães de alunos do assentamento Cantagalo criticam as mudanças no transporte escolar da zona rural que, segundo elas, têm prejudicado diretamente as crianças. Elas pediram o apoio dos vereadores para que intercedam junto ao prefeito Rodrigo Basso cobrando revisão das mudanças implementadas.
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As principais queixas envolvem a ampliação do tempo de deslocamento, a implantação de baldeação no trajeto, superlotação e a ausência de monitores nos ônibus.
De acordo com uma das mães, que preferiu não se identificar, os estudantes passaram a sair de casa ainda mais cedo após a reestruturação das rotas promovida pela Superintendência de Transporte Escolar. “Antes eles saíam por volta das 4h40 ou 5h. Agora estão saindo às 4h da manhã e só chegam em casa entre 14h e 14h30. Muitas vezes chegam com fome, cansados e cheios de poeira”, relatou.
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Segundo os pais, o novo modelo prevê que um ônibus terceirizado recolha as crianças da região do Cantagalo e as leve até um ponto de apoio em um restaurante no trajeto. No local, é feita a baldeação para um veículo da frota própria da Prefeitura, que segue para atender outras fazendas até chegar às escolas. O mesmo procedimento ocorre no retorno.
A mudança, afirmam os responsáveis, aumentou significativamente o tempo dentro do ônibus e provocou superlotação. “As crianças passam horas no transporte. Saem da escola por volta das 11h15 e só chegam em casa quase 14h30. É muito tempo para crianças pequenas”, desabafou a mãe.
Outro ponto que preocupa é a ausência de monitores. Crianças de 7 anos viajam junto com adolescentes de 16 anos, sem qualquer acompanhamento além do motorista. “O motorista tem que dirigir, não pode ficar cuidando das crianças. Prometeram monitor, mas até agora nada. Isso coloca nossos filhos em risco”, afirmou.
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Os pais também reclamam da dificuldade de diálogo com o superintendente de Transporte Escolar, Di Cezar, e da falta de retorno por parte do Executivo municipal. Diante da situação, as famílias pedem que vereadores intervenham junto à Prefeitura para que as rotas sejam revistas, a baldeação seja reavaliada e os monitores sejam garantidos nos veículos.




