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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sexta, 30 de Outubro de 2020

Meio Ambiente

Peritos e veterinários analisam origem do fogo no Pantanal

Ação humana pode não ter sido a única a causar as queimadas.

Correio do Estado

21 de Setembro de 2020 - 14:21

Especialistas realizaram trabalho de campo em Corumbá para investigar origem dos focos de incêndio e impactos do fogo no Pantanal.

A equipe formada por policiais militares ambientais, cadetes da Polícia Militar com especialização em veterinária e peritos da Polícia Civil e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), examinaram as faunas nos pantanais da Nhecolândia, Nabileque e Jacadigo, na Cidade Branca.

O 1º tenente Anderson Ortiz Dias, comandante da unidade da PMA em Dourados e coordenador da perícia, afirmou que alguns focos de calor registrados na região começaram nas fazendas vistoriadas pela equipe.

Dias acrescentou que aguarda o laudo pericial para fundamentar o que foi constatado in loco. “O fogo não surgiu apenas por ação humana, a seca que castiga a região contribuiu muito”.

Na fauna os dados são alarmantes: muitos animais mortos pelos incêndios, a maioria jacarés e capivaras.

“Acompanhamos a perícia da PMA e aproveitamos o trabalho de campo para fazer um levantamento dos impactos à fauna. Verificamos um grande número de animais atingidos pelo fogo, com alguns morrendo também devido à intensidade da seca que castiga a região”, explicou a veterinária Beatriz Ramos Bertoldo, cadete da Polícia Militar.

Os profissionais montaram uma central de atendimento na unidade da Polícia Ambiental de Corumbá. Mas segundo Bertoldo, não houve registro de animais resgatados porque o período de maior intensidade dos focos de calor ocorreu entre junho e agosto.

A cadete, junto a mais dois profissionais, também realizaram atendimento aos animais domésticos das fazendas.