Policial
Acusado por homicídios e chacinas, ex-prefeito depõe sobre extradição dia 8
Conforme o advogado, o processo continua na comarca de Sete Quedas, onde serão ouvidas testemunhas
Campo Grande News
28 de Abril de 2015 - 08:45
Acusado de promover chacinas na região de fronteira, Vilmar Acosta Marques será ouvido no dia 8 de maio em Campo Grande sobre o pedido de extradição feito pelo governo do Paraguai ao STF (Supremo Tribunal Federal). O interrogatório será na Justiça Federal.
Vão ouvi-lo sobre a nacionalidade, afirma o advogado José Elnício Moreira de Souza, que atua na defesa do réu. Ele foi preso em 4 de março no município de Dourados. Atualmente, está recolhido na carceragem da PF (Polícia Federal), na Capital. Vilmar Acosta é apontado como mandante da morte do jornalista paraguaio do ABC Color, Pablo Medina, e outros homicídios e chacinas ocorridos na fronteira.
A nacionalidade do preso motiva diversas ações na Justiça. A pedido do MPE (Ministério Público Estadual), o juiz de Sete Quedas concedeu liminar anulou a certidão de nascimento que informa que Vilmar é natura de Paranhos, portanto brasileiro. A defesa entrou com recurso contra a decisão no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas agravo de instrumento não foi recebido por falta de documentos.
Conforme o advogado, o processo continua na comarca de Sete Quedas, onde serão ouvidas testemunhas. Na ação para anular o documento brasileiro, o Ministério Público alegou que o preso também tem certidão de nascimento de Ypejhú, no Paraguai. Ele foi prefeito da cidade, que fica na fronteira com Mato Grosso do Sul.
O Brasil não extradita os brasileiros. Constitucionalmente não extradita os seus filhos. Há uma dúvida se é brasileiro ou paraguaio. Como nasceu em Paranhos, tem pais brasileiros, a tendência é julgar que é nascido no Brasil mesmo, afirma o advogado.
A extradição é a remessa de uma pessoa para outro país, para que lá seja processada ou cumpra pena. É ato bilateral, pois há o pedido de um país a outro. No caso do Brasil, podem ser extraditados os estrangeiros e os brasileiros naturalizados.




